Pedágio da MG-050 fica mais caro a partir deste sábado no Centro-Oeste de MG; veja novos valores

Nova tabela prevê tarifas que vão de R$ 4,60 a R$ 54,60. Segundo a Via Nascentes, reajuste anual está previsto no contrato de concessão. Os motoristas que passam pela rodovia MG-050, no Centro-Oeste de Minas, vão pagar mais caro no pedágio a partir deste sábado (13). O reajuste, anunciado pela concessionária Via Nascentes, também vale para as rodovias BR-265 e BR-491, no Sul de Minas, e está previsto no contrato de concessão da Parceria Público-Privada (PPP), com base na inflação do período. Com o novo aumento, veículos como carros de passeio, caminhonetes e furgões passam a pagar R$ 9,10 em cada praça de pedágio. Motocicletas, motonetas e bicicletas a motor R$ 4,60. Veja abaixo todos os valores. Novos valores Formas de pagamento e orientações Fonte: G1
Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

Fonte: Agência Brasil Programa Move Motos oferece juros abaixo do mercado Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs. O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país. Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros. Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento. Outros benefícios O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista). Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias e pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil. Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento. “Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente. Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos. Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa. “Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou. O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas. Juros Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres. O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada. Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade. Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento. Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios. Boulos Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado. “Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro. Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou. Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento. Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”. Move Brasil No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores. Move Aplicativos No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho. O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida. Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa.
O mundo não respeita o STF

Nossos magistrados podem publicar à vontade notinhas defendendo a si próprios e se colocando como defensores da democracia. Difícil é convencer juízes de outros países O Supremo Tribunal Federal (STF) está enfrentando a maior crise de sua história, tanto dentro do Brasil como no exterior. A recusa da Corte Suprema de Cassação da Itália em extraditar Carla Zambelli é só o mais recente arranhão na credibilidade da Corte brasileira. Segundo os italianos, Zambelli não teve seus direitos respeitados porque o ministro do STF Alexandre de Moraes acumulou as funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução. Obviamente, não se faz justiça desse jeito. Edson Fachin, presidente do STF, publicou uma notinha patética reagindo à decisão italiana. Seu principal argumento é que as decisões de Moraes foram referendadas pelos outros membros da Primeira Turma. Mas o fato de que a Primeira Turma ou o plenário do STF têm referendado decisões autoritárias de Moraes não pode ser usado como prova de que o magistrado está certo. Pelo contrário, a conivência dos seus colegas de toga só empurra o tribunal todo para a lama reputacional. Além disso, mostra que é Moraes quem reina no tribunal de Brasília. O STF pode até achar que está fazendo a coisa certa. Mas, quando as decisões da Corte brasileira são submetidas a tribunais em países civilizados, elas não resistem a uma análise feita segundo padrões internacionais. “A decisão italiana não afirma que o Brasil deixou de ser uma democracia. Tampouco declara que seu Poder Judiciário perdeu legitimidade. O que ela sugere é algo mais sutil e talvez mais preocupante: a percepção de que determinadas situações concretas podem justificar um escrutínio internacional mais intenso do que aquele tradicionalmente reservado a países com instituições consolidadas”, escreve em Crusoé Maristela Basso, professora de direito internacional na USP. Várias outras decisões dos ministros do STF incomodaram Cortes em outros países ou foram rejeitadas. Espanha Em 2025, a Justiça espanhola negou a extradição do blogueiro Oswaldo Eustáquio, que estava sendo investigado pelo STF. Para os espanhóis, Oswaldo estava sendo alvo de uma investigação com “motivação política“. Argentina Dezenas de investigados e condenados no 8 de janeiro fugiram para a Argentina e pediram asilo. Moraes emitiu ordens de prisão internacional e pedidos de extradição via Interpol. Foi ignorado. Um brasileiro, Joel Borges Corrêa, já conseguiu status de refugiado político no país vizinho. SpaceX Na prospecto da oferta pública inicial de ações da SpaceX, de Elon Musk, em maio, o STF foi citado. “Não há garantia de que conseguiremos manter nossas operações em qualquer jurisdição e, caso nossos ativos ou propriedades sejam sujeitos a apreensão ou outra forma de expropriação, não há garantias de que conseguiremos recuperá-los“, diz o texto da SpaceX. “Qualquer ação judicial ou governamental desse tipo pode nos afetar negativamente. Por exemplo, em agosto de 2024, a Starlink recebeu uma ordem do Supremo Tribunal Federal do Brasil que bloqueou seus ativos financeiros brasileiros e a impediu de realizar transações financeiras no país (a ‘apreensão de ativos no Brasil’). A ação do Supremo Tribunal Federal decorreu de supostas violações da legislação brasileira pela empresa X, que na época não era de nossa propriedade e tinha apenas vínculo com o Sr. Musk“. Tarifaço No início de junho, o Departamento de Comércio americano (USTR, na sigla em inglês) sugeriu a adoção de uma tarifa de 25% a produtos brasileiros. Novamente, ordens de Moraes foram citadas. “Tribunais brasileiros emitiram ordens secretas determinando que empresas de mídia social americanas removessem determinados conteúdos políticos e suspendessem os perfis de residentes dos EUA, às vezes globalmente, além de proibir que as plataformas divulgassem essas ordens aos proprietários dos perfis. Os tribunais brasileiros também responsabilizaram financeiramente as empresas de mídia social americanas pelo descumprimento dessas ordens, impondo multas significativas; restringindo seu acesso a ativos, contas e sistemas de processamento de pagamentos no Brasil; e, em pelo menos um caso, fechando um site por completo [Rumble]“, diz o comunicado do USTR. Os ministros do STF podem publicar à vontade declarações defendendo a si próprios e se colocando como os defensores da democracia. Difícil está sendo convencer o resto do mundo de que eles estão certos. Fonte: Crusoé
Doação de leite materno contribui para recuperação de bebês prematuros e ajuda a salvar vidas diariamente

Fonte: Agência Minas Mães e profissionais do Banco de Leite Humano da Maternidade Odete Valadares compartilham histórias que mostram como este gesto de solidariedade transforma vidas Uma quantidade mínima de leite materno já pode fazer a diferença na recuperação de um bebê prematuro. No Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Odete Valadares (MOV), pertencente à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), a equipe multiprofissional trabalha incansavelmente para manter os estoques desse alimento essencial sempre estáveis e garantir mais chances de vida aos recém-nascidos internados na UTI Neonatal. Para que esse cuidado continue chegando a quem mais precisa, a doação de mães com leite excedente é fundamental. “O leite materno é mais do que um alimento: é um verdadeiro medicamento para esses bebês”, destaca a coordenadora do BLH, Gabrielle Ladenthin. Segundo ela, a demanda do Banco de Leite Humano é constantemente maior do que a quantidade arrecadada, principalmente devido às necessidades específicas dos recém-nascidos internados. “Nos primeiros dias de vida, o colostro, por exemplo, que é o primeiro leite produzido pela mãe, é essencial para os bebês recém-nascidos. Mas todo leite humano faz diferença, e toda doação é indispensável”, ressalta. Gabrielle esclarece um mito comum entre mães que têm dúvidas sobre a doação. Segundo ela, doar não prejudica a amamentação do próprio bebê, e sim o contrário. “Quanto mais estímulo, seja pela amamentação ou pela retirada para doação, maior é a produção de leite”, explica a profissional. Os dois lados do cuidado Para as nutricionistas do BLH, Danielle Matos e Cristiane Ferreira, o trabalho vai além da rotina profissional. As duas compartilham a mesma experiência: a de ajudar a salvar vidas também como doadoras. Danielle, mãe da pequena Luana, hoje com três anos, conta que o desejo de doar surgiu justamente por conhecer de perto, como profissional da área, a importância de cada gota de leite materno recebido pelo BLH. “Cada potinho que eu entregava era muito especial. Eu imaginava para qual bebê aquele leite iria, quem ele ajudaria a fortalecer. A gente conhece os recém-nascidos daqui, sabe da luta deles, então isso mexe muito com o coração”, relembra, emocionada. Ela conta que acompanhava até mesmo o processo de análise do leite doado. “Existe muito amor e cuidado envolvidos em cada etapa. Ser doadora foi uma das experiências mais gratificantes da minha vida”, afirma Danielle. Hoje vivendo essa experiência pela primeira vez, Cristiane se emociona ao falar sobre o filho Miguel, de 10 meses. “Sempre sonhei em ser doadora quando tivesse meu filho. Eu acompanhava os bebês na neonatologia, e agora estou do outro lado, ajudando outras mães. É emocionante perceber que aquilo que produzimos juntos faz diferença na vida de outras famílias”, finaliza. Rede de acolhimento A depiladora Alice Rodrigues, de 38 anos, também vivenciou a importância da doação de leite. Mãe do pequeno Heitor Henrique, nascido no início de maio na MOV com síndrome de Down, ela enfrentou dificuldades para amamentar nos primeiros dias após o parto. Alice, que descobriu a síndrome do filho somente em seu nascimento, encontrou no BLH o suporte necessário para garantir a recuperação do filho, que ficou internado UTI por um problema cardíaco. “No começo, por causa de tudo que eu estava vivendo, não consegui amamentar. Com o leite doado, o Heitor mamou, ganhou peso e melhorou muito”, relata. Como doar? O cadastro pode ser feito de forma simples, pelo aplicativo MG App Cidadão, pelo Portal MG ou pelos telefones (31) 3298-6008 ou 6092. Não é preciso ir até lá: após o cadastro, a equipe multiprofissional realiza todo o acompanhamento e vai até a casa da doadora para orientá-la e buscar os frascos com o leite coletado. “Um único vidro de 250 ml já é suficiente para ajudar a salvar muitas vidas”, destaca Gabrielle.
Prefeitura de Formiga realiza reunião para aprimorar o serviço de transporte coletivo

Fonte: Prefeitura de Formiga A Prefeitura Municipal de Formiga, por meio da Secretaria de Obras e Trânsito, conduziu, no dia 10 de junho, uma reunião de alinhamento com representante da Transportadora Abreu & Souza Ltda. Dentre os principais assuntos discutidos, destacam-se: o tratamento respeitoso aos passageiros; o cumprimento das tabelas de horários; o estudo para readequação das rotas; o respeito às normas de trânsito e segurança dos passageiros. Desta forma, a Administração Municipal reafirma seu compromisso com a melhoria contínua das condições do transporte urbano em Formiga.
Aplicativos da Meta apresentam instabilidade nesta sexta-feira

Instagram, WhatsApp e Facebook apresentaram falhas durante a manhã; internautas usaram outras redes sociais para reclamar do imprevisto Usuários relataram instabilidade nos aplicativos da Meta, WhatsApp, Instagram e Facebook, na manhã desta sexta-feira (12). Segundo o site Downdetector, especializado em reunir reclamações em apps, os relatos começaram por volta das 10h40. O pico de reclamações ocorreu por volta de 11h45, com mais de cinco mil registradas pela página. As redes sociais ainda não se estabilizaram até o momento. Em outras redes, como o X (antigo Twitter), internautas questionaram sobre não estarem conseguindo abrir os perfis. Alguns relatos ainda são de que as contas foram desconectadas do servidor que usavam. “O Insta + Facebook de mais alguém caiu também?”, escreveu um usuário. “Instagram caiu? Minha conta deslogou e não consigo logar de novo”, comentou outro. Ainda não há maiores detalhes no Downdetector. A CNN entrou em contato com a assessoria da Meta, mas ainda não obteve retorno. Fonte: CNN
Inflação é a maior para maio em 5 anos e ultrapassa o teto da meta em 12 meses, diz IBGE

No acumulado de 12 meses, o IPCA mostrou alta de 4,72% até maio, depois de marcar 4,39% até abril, disse o IBGE LEONARDO VIECELI. A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou para 0,58% em maio, após 0,67% em abril, informou o IBGE nesta sexta-feira (12). Apesar da trégua em relação ao mês anterior, a taxa de 0,58% é a maior para maio em cinco anos, desde 2021 (0,83%). A variação também ficou acima da mediana das previsões do mercado financeiro, que era de 0,53%, conforme a agência Bloomberg. No acumulado de 12 meses, o IPCA mostrou alta de 4,72% até maio, após marcar 4,39% até abril, disse o IBGE. Com o novo resultado, o índice ultrapassou o teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central). Isso não ocorria desde outubro do ano passado. A meta serve de base para a política monetária do BC. A instituição passou a cortar a taxa básica de juros (Selic) em março, mas as recentes pressões sobre a inflação e a piora de expectativas acenderam alerta. O temor de analistas é de que o cenário interrompa o ciclo de queda dos juros antes do que era esperado. A Selic está em 14,5% ao ano. O Copom (Comitê de Política Monetária), ligado ao BC, volta a se reunir na próxima semana para definir o patamar da taxa. A decisão sai na quarta (17). ALIMENTOS PRESSIONAM IPCA Os alimentos voltaram a pressionar a inflação. No IPCA de maio, a maior variação (1,33%) e o principal impacto (0,29 ponto percentual) vieram do grupo alimentação e bebidas.Assim, o segmento respondeu por metade do índice mensal, disse o IBGE. Dentro do grupo, a alimentação no domicílio registrou alta de 1,65%. Houve efeito dos aumentos de produtos como batata-inglesa (44,69%), tomate (20,62%), cebola (16,8%) e carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e também há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves.Parte da fala do pesquisador é uma referência a água no Irã, que pressionou as cotações do petróleo. Um dos reflexos iniciais no Brasil foi a alta dos preços dos combustíveis, incluindo o óleo diesel, que pressiona o custo dos fretes nas rodovias. O diesel até caiu de preço em maio (-2,34%), mas a redução não compensou totalmente as altas após o início da guerra. O combustível subiu 13,9% em março e 4,46% em abril. O horizonte do segundo semestre tem o desafio adicional do fenômeno climático El Niño, que altera a distribuição de chuvas.Previsões indicam risco de um evento com forte intensidade. A situação pode atrapalhar a produção agropecuária, com eventuais repasses para os preços dos alimentos até o final do ano. Economistas revisaram para cima as suas estimativas para a inflação da alimentação no domicílio em 2026. Eles passaram a projetar alta de 7% ou mais para o acumulado desse componente. Na mediana, as expectativas do mercado financeiro apontam IPCA de 5,11% nos 12 meses até dezembro, conforme a edição mais recente do boletim Focus, publicada pelo BC na segunda (8). A estimativa está em alta há 13 semanas consecutivas. A meta de inflação perseguida pelo BC tem centro de 3% e intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa teto de 4,5% e piso de 3% para o acumulado de 12 meses. A meta é considerada descumprida quando o IPCA permanece por seis meses seguidos de divulgação fora do intervalo de tolerância no acumulado. IPCA DE MAIO NOS ÚLTIMOS 5 ANOS – Em %
Diagnosticar cardiopatias congênitas cedo aumenta qualidade de vida

Fonte: Agência Brasil Cerca de 30 mil crianças nascem por ano no Brasil com esse problema Cerca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem no Brasil a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira (12), quando se celebra o Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, destaca que o acesso ao diagnóstico está aumentando no país. “Aqui, na Região Sudeste, a gente tem mais acesso do que na Região Norte, por exemplo. Mas, de forma geral, a gente vê que o diagnóstico está sendo feito e o acesso ao tratamento está cada vez melhor”, avalia a cardiologista pediátrica, que é especialista em hemodinâmica de cardiopatias congênitas. Considerada uma das principais causas de mortalidade infantil por malformações, a condição exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado para aumentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes. A estimativa mundial é que em torno de 1% de todas as crianças nascidas vivas vão ter algum tipo de cardiopatia, sendo que, desse total, 30% precisam de atenção logo na primeira infância. Renata Mattos explicou à Agência Brasil que o nome cardiopatia congênita engloba várias doenças, com diferentes níveis de gravidade. “É qualquer malformação no coração da criança que acontece quando o bebê está se formando ainda dentro da barriga da mãe. Então, o coração se forma com algum tipo de estrutura errada”. Diagnóstico fetal A cardiologista pediátrica explica que, quando o problema é detectado ainda dentro da barriga da mãe, durante a gestação, é possível que haja cirurgias para corrigi-lo em alguns casos. Entretanto, é raro que haja indicação para tal. “Na grande maioria das vezes, quando a gente faz o diagnóstico ainda dentro da barriga, no feto, isso serve principalmente para a gente planejar como vai ser o fim da gestação, como vai ser o parto”. Se, por exemplo, se detecta um tipo de cardiopatia que pode precisar de tratamento assim que o bebê nascer, esse parto precisa ocorrer em um lugar que tenha uma UTI, para que seja realizada uma cirurgia ou cateterismo. Já se for uma doença menos grave, a mãe pode seguir a gestação normalmente e ter o parto como estava planejado. Em algumas doenças muito graves, se não houver tratamento nos primeiros dias de vida, o bebê pode não sobreviver. Já as cardiopatias menos graves podem apresentar sintomas ou alguma repercussão mais tarde. Atenção aos sinais Quando o bebê não é diagnosticado com uma cardiopatia grave ao nascer, as famílias devem prestar atenção a alguns sinais que podem indicar problemas cardíacos. Durante o acompanhamento com o pediatra, é preciso ver se a criança está crescendo e ganhando peso dentro da curva esperada para ela. “Se houver muita dificuldade de ganhar peso, tem que investigar se não é alguma coisa cardíaca”, indica a cardiologista. Também é preciso atenção ao bebê que não consegue mamar, que mama pouco e cansa ou que apresenta uma respiração muito acelerada ou cansada. “São sinais de atenção para que os pais procurem atendimento cardiológico para o filho”. Outro sintoma, no caso de problemas de oxigenação do sangue, é a criança ficar arroxeada, principalmente na ponta do nariz e nos lábios. Já crianças mais velhas podem relatar, por exemplo, dor no peito ou sensação de palpitação, que pode ser causada por alguma arritmia. Vida normal É comum que as cardiopatias congênitas sejam solucionadas com um único procedimento. Mas, em outros casos, o paciente tem que fazer várias cirurgias em sequência, desde o nascimento até a vida adulta. “Quando você diagnostica direitinho, a possibilidade de a pessoa ter uma vida normal é imensa”, afirmou Renata Mattos. Os profissionais que tratam esses pacientes têm de ficar atentos porque, à medida que eles envelhecem, além da cardiopatia congênita, eles passam a ter “os problemas de adulto”, como hipertensão ou colesterol alto. A médica destaca que os pacientes com cardiopatias estão cada vez mais sobrevivendo, trabalhando e tendo uma vida normal, com acompanhamento médico. “Antigamente, a gente achava que essas crianças não podiam fazer nada, não podiam fazer nenhum esporte, e isso não é verdade. Hoje em dia, a gente até estimula que esses pacientes façam exercícios”. Três cirurgias Nathan Senna Alves foi diagnosticado com cardiopatia congênita grave ao nascer. Sua tia, que era enfermeira, o levou ainda bebê para a instituição Pró Criança Cardíaca, que atende a crianças com esse problema de saúde há 30 anos. “A doutora Rosa [fundadora da instituição] me acolheu desde que eu nasci. Fiz meu acompanhamento todo e, com 2 anos, tive que operar pela primeira vez. Sempre me tratei lá. Foi a minha segunda casa, desde que eu nasci”, disse Nathan Senna Alves, hoje com 30 anos, à Agência Brasil. Aos 6 e aos 18 anos de idade, ele operou mais duas vezes, para trocar válvulas do coração. “Operei com 18 anos, no dia do meu aniversário, que é 19 de maio”. Nathan é casado, tem um filho de 12 anos e não teve complicações depois da terceira cirurgia. Atualmente, ele se trata na Policlínica Piquet Carneiro, vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A cardiologista pediátrica Rosa Célia, criadora do projeto, contou à Agência Brasil que histórias como a de Nathan mostram a importância do acesso à saúde. “Quando há diagnóstico precoce e acesso ao tratamento adequado, a cardiopatia congênita não precisa definir os limites de uma vida”. Ao longo dessas três décadas, a instituição atendeu mais de 16 mil crianças e adolescentes e realizou 130 mil atendimentos, garantindo cuidado completo e gratuito às famílias assistidas. Acompanhamento no SUS O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento integral às crianças com cardiopatia congênita, desde o ecocardiograma no pré-natal até cirurgias de alta complexidade. Os principais pilares de atuação e prevenção no Brasil incluem:
“Vítima e juiz”: o que Justiça italiana diz de Moraes no caso Zambelli

Decisão da Justiça italiana que negou a extradição da ex-deputada Federal Carla Zambelli alegou parcialidade do ministro Alexandre de Moraes A decisão da Justiça italiana que negou a extradição da ex-deputada Federal Carla Zambelli alegou parcialidade do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso e afirmou que o magistrado brasileiro é “juiz e vítima” no processo analisado. “Emergiram diversos elementos capazes de suscitar dúvidas sobre a imparcialidade, sob o aspecto objetivo, do tribunal que proferiu a condenação da recorrente”, diz o documento. O caso em questão é referente à invasão do hacker Walter Delgatti do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no qual Zambelli foi considerada autora intelectual e condenada pelo STF a 10 anos e 8 meses de prisão. Segundo o documento da decisão, ao qual o Metrópoles teve acesso, a Corte italiana considerou que Alexandre foi vítima da invasão hacker, citando inclusive o falso mandado de prisão encontrado no sistema do CNJ, em janeiro de 2023, além de ter sofrido dano reputacional pelo caso. A Corte de Cassação de Roma afirmou, porém, que Moraes, na condição de juiz envolvido como vítima no processo, participou da decisão que condenou Zambelli, que cassou o mandato dela como parlamentar, redigiu o pedido de extradição e forneceu as informações sobre o estabelecimento prisional em que a recorrente deveria ser recolhida. Com isso, a última instância da Justiça italiana considerou que Carla Zambelli não teve garantias defensivas essenciais e do direito ao devido processo legal. “A presença de múltiplos e evidentes indícios sintomáticos de falta de imparcialidade objetiva do Juiz determinou, de fato, uma macroscópica violação do direito de defesa”, diz a decisão. Fonte: Metrópoles