Motoristas que cortam fila no sinal ou na cancela devem conhecer o Art. 211 do Código de Trânsito Brasileiro

Regra do CTB mira quem tenta avançar pela lateral quando a fila está parada por sinal, cancela ou bloqueio viário. O Art. 211 do Código de Trânsito Brasileiro enquadra como infração grave a ultrapassagem de veículos parados em fila por sinal luminoso, cancela, bloqueio viário parcial ou obstáculo. A regra mira uma manobra comum, mas com impacto direto na segurança e na fluidez da via. O que diz o Art. 211 sobre cortar fila no trânsito? O Art. 211 pune o motorista que ultrapassa veículos em fila quando eles estão parados por sinal, cancela, bloqueio parcial ou outro obstáculo. A conduta é descrita no Código de Trânsito Brasileiro dentro do capítulo de infrações. A exceção expressa envolve veículos não motorizados, como bicicletas. Para carros, motos, ônibus e caminhões, a fila formada por controle de tráfego não deve ser tratada como espaço livre para avanço lateral. Quando a ultrapassagem da fila vira infração grave? A infração aparece quando o condutor passa à frente de veículos já parados por uma causa objetiva da via. O ponto central não é apenas mudar de faixa, mas furar a ordem criada por semáforo, cancela, bloqueio ou obstáculo. A Lei 9.503/1997 classifica a conduta como infração grave e prevê penalidade de multa. A interpretação também depende do contexto observado pelo agente, pela sinalização e pelo posicionamento dos veículos na fila. Quais situações entram na regra do CTB? A regra alcança filas típicas de trânsito urbano e rodoviário. Semáforo fechado, praça de pedágio, cancela de estacionamento, obra na pista e bloqueio parcial podem criar a condição que impede a ultrapassagem para ganhar posição. Também pode haver autuação quando a fila se forma por acidente, estreitamento de pista ou obstáculo temporário. A fiscalização busca identificar se o motorista avançou sobre a ordem normal dos veículos motorizados. Abaixo, as situações mais comuns ajudam a delimitar a regra: Fila parada por sinal luminoso em avenida ou cruzamento. Fila formada antes de cancela em pedágio, garagem ou estacionamento. Bloqueio viário parcial causado por obra, acidente ou operação pública. Obstáculo que obriga veículos motorizados a esperar em sequência. Que multa e pontos podem atingir o motorista? Como a natureza é grave, a multa segue o valor dessa categoria: R$ 195,23. Pela regra geral de pontuação do CTB, infrações graves registram 5 pontos no prontuário do condutor identificado. O enquadramento não prevê, por si só, suspensão direta da CNH. Ainda assim, a pontuação soma com outras infrações e pode pesar para motoristas que já acumulam registros em doze meses. Os cards resumem os efeitos práticos da autuação: Dado Leitura Impacto Infração grave Enquadramento do Art. 211. A conduta é tratada acima das infrações médias e leves. revisar a manobra antes Multa de R$ 195,23Valor da categoria grave. O custo aparece mesmo sem acidente ou abordagem imediata. guardar a ordem da fila Cinco pontos Pontuação da infração grave. O registro se soma a outras infrações do condutor. acompanhar o prontuário Por que a regra pesa nas filas urbanas e rodoviárias? A fila no sinal ou na cancela organiza a passagem de muitos veículos em um espaço limitado. Quem corta essa ordem aumenta conflitos laterais, fecha corredores, reduz previsibilidade e pode bloquear cruzamentos ou acessos. Por esse motivo, o Art. 211 transforma uma atitude vista como simples pressa em infração formal. Para o motorista, a decisão segura é manter a posição na fila e avançar apenas quando a via liberar a circulação. Fonte: O Antagonista
Papel do mercado de seguros no desenvolvimento será debatido em audiência pública na ALMG

Fonte: Oesteinfoco com informações iniciais ALMG A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promove nesta quarta-feira (8/7/26), às 16 horas, uma audiência pública para discutir o papel do mercado de seguros no desenvolvimento econômico e social do Estado. Solicitada pelo deputado Rafael Martins (PSD), a reunião ocorrerá no Auditório José Alencar e contará com a participação de entidades representativas do setor. O deputado Rafael Martins destaca a relevância do tema, considerando o mercado de seguros um instrumento estratégico para promover a estabilidade econômica, mitigar riscos e incentivar investimentos produtivos. “O mercado de seguros constitui importante instrumento de proteção patrimonial, pessoal e empresarial, garantindo segurança jurídica e financeira a cidadãos, empreendedores e ao próprio poder público”, afirma. Martins ressalta ainda que o setor contribui diretamente para a expansão de segmentos fundamentais como construção civil, agronegócio, indústria, comércio e serviços. “Além disso, o seguro desempenha função social crucial ao assegurar proteção em situações de vulnerabilidade, como acidentes, desastres naturais, invalidez, morte, perdas patrimoniais e interrupção de atividades produtivas”, complementa. Na avaliação do parlamentar, o debate ampliará a capacidade de recuperação econômica de famílias e empresas, preservando empregos e promovendo a inclusão financeira. Entre os temas previstos para discussão estão: “A audiência pública será uma oportunidade para o diálogo entre poder público, especialistas, entidades do setor, consumidores e sociedade civil, proporcionando um entendimento aprofundado sobre como o mercado de seguros pode contribuir para o desenvolvimento econômico e social,” conclui o deputado Rafael Martins. Entre os convidados confirmados estão Gustavo Pereira Lima Bentes, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros e Capitalização de Minas Gerais; Francisco Gonçalves Ferreira Neto, diretor administrativo da mesma entidade; e Andréia dos Reis Padovani, presidente do Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e de Capitalização (SindSeg) de Minas, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. A audiência reforça o compromisso da ALMG em promover debates que subsidiem iniciativas legislativas e administrativas para fortalecer o setor de seguros, considerado essencial para a economia brasileira e o desenvolvimento regional.
Ancelotti lamenta eliminação e já projeta novo ciclo: “Não é o fim”

Fonte: Agência Brasil Técnico acredita que Brasil merecia a vitória e explica estratégia O técnico Carlo Ancelotti avaliou que o Brasil merecia ter saído vencedor da partida deste domingo (5), contra a Noruega. A derrota por 2 a 1 em Nova Jersey (Estados Unidos), com dois gols do atacante Erling Haaland, eliminou a seleção brasileira da Copa do Mundo nas oitavas de final, a pior campanha desde 1990. “Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons e que fizeram a diferença”, disse o treinador, em entrevista coletiva. Apesar de ter criado oportunidades, o Brasil não as transformou em gols, desperdiçando, inclusive, um pênalti no começo do primeiro tempo, com o volante Bruno Guimarães. Ao longo da partida, a seleção brasileira adotou uma postura de sair no contra-ataque, com a posse de bola dominada pela Noruega. A equipe nórdica trocou praticamente o dobro de passes (581 a 291) em relação à verde e amarela. “O jogo de hoje me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta [marcar desde a saída de bola] porque, na Noruega, o [meia Martin] Odegaard recuava muito, então era um risco para deixar o Haaland no um contra um”, explicou Ancelotti. “Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo”, completou o técnico. O treinador foi perguntado sobre a escolha de Bruno Guimarães para bater o pênalti no primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0. O questionamento se deu pela opção não ter sido o atacante Vinícius Júnior. Segundo ele, dentre os jogadores que estavam em campo, o volante era quem tinha melhor aproveitamento. “Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores] rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí [os também atacantes] Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. E depois o [atacante Gabriel] Martinelli. Pensamos no que era melhor em campo”, justificou o italiano. Novo ciclo Com contrato até 2030, renovado antes da Copa, Ancelotti já vislumbra o próximo Mundial, com sedes em Portugal, Espanha e Marrocos. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não confirmou ainda, mas a federação da Austrália anunciou dois amistosos, no país, contra a seleção canarinho para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane. “Agora temos que manejar a tristeza e depois pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que tem um grupo sólido de jovens, outros mais veteranos que podem continuar e jogadores que podem entrar. Quando passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um começo. Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o início de um novo ciclo”, concluiu o técnico.