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Cruzeiro encerra tabu de 12 anos contra o Internacional com vitória no Brasileirão

Com a vitória sobre o Internacional nesta quarta-feira (22), o Cruzeiro encerrou um longo jejum. A Raposa derrotou o Colorado por 2 a 1 no Beira-Rio, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe celeste voltou a vencer o Colorado como visitante após 12 anos.   Desde 2014, o Cruzeiro não derrotava o Inter em solo gaúcho. A última vez em que a Raposa havia triunfado sobre o time vermelho como visitante foi no Brasileirão daquele ano. Pela 7ª rodada do primeiro turno, o time estrelado venceu por 3 a 1 – gols de Ricardo Goulart, William e Marcelo Moreno. Depois daquele dia, haviam ocorrido oito jogos entre Internacional e Cruzeiro com mando do time gaúcho, por Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. No total, o Colorado venceu seis destes confrontos, e outros dois ficaram empatados.   Quando se fala em jogos no Beira-Rio, o tabu era ainda maior. Desde 2010, quando venceu por 2 a 1 no local, na estreia do Brasileirão, o time estrelado não sabia o que era vencer no estádio colorado. As vitórias de 2013 e 2014 foram respectivamente no estádio do Vale, em Novo Hamburgo, e no estádio Centenário, em Caxias do Sul. Outro efeito da vitória do Cruzeiro sobre o Internacional foi na tabela de classificação. Os três pontos obtidos no Beira-Rio fizeram o time celeste chegar à sétima posição, agora com 27 pontos.  Fonte: O Tempo

Feminicídios aumentaram 4% em 2025

Fonte: Agência Brasil Anuário Brasileiro de Segurança Pública foi divulgado nesta quinta A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23), mostra que o número de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024, para 19,1 casos por 100 mil habitantes, em 2025 – uma diminuição de 8,2%.  Esse é o menor patamar registrado desde 2012, quando o índice começou a ser medido. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado ante 44.127 em 2024. A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, roubo seguidos de morte (latrocínio), lesão corporal seguida de morte, morte decorrente de intervenções policiais e morte de policiais em serviço e fora do horário de trabalho.   Em 2025, foi a primeira vez que a categoria MVI ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes no país. Em 2012, essa taxa era de 27,7 por 100 mil habitantes. No último ano, registraram queda os crimes de homicídio doloso (queda de 10%), latrocínio (-17%) e lesão corporal seguida de morte (-15,2%). Os dados mostram, no entanto, que as mortes por intervenção policial e os feminicídios subiram 5,4% e 4%, respectivamente. Apesar da queda na média nacional das MVI, sete unidades da federação tiveram alta em comparação com os dados do ano anterior: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%). De acordo com o relatório, os demais estados apresentaram reduções nas MVI: Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%). Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%) São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%), e Maranhão (-2,2%).  Feminicídios Em 2025, os registros do Anuário de Segurança Pública mostram que 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero – o maior percentual desde quando o feminicídio entrou para o Código Penal brasileiro, em 2015. Em números absolutos, no último ano, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, ou 4,3 mortes por dia. O resultado representa uma taxa nacional de 1,4 vítimas por grupo de 100 mil mulheres (alta de 4% em relação a 2024). As tentativas de feminicídio, segundo o Anuário, também continuaram a crescer em 2025. Foram 4.189 mulheres sobreviventes, um aumento de 5,9% em relação a 2024, ou seja, para cada feminicídio consumado registrado no país em 2025 houve quase três tentativas. Segundo a publicação, considerando conjuntamente os feminicídios consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente. Já as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram menores níveis de violência letal de gênero consumada e tentada.