Com 120 cv e 17,5 kgfm, hatch automático de R$ 122.690 faz de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos e leva até 930 litros

A configuração intermediária combina motor turbo, câmbio automático e bom volume de carga, mantendo equipamentos de conforto e segurança. O hatch automático pode combinar desempenho e praticidade sem partir para a versão mais cara da linha. O Hyundai HB20 Limited 1.0 TGDI custa R$ 122.690 em preço público sugerido e entrega 120 cv, 17,5 kgfm, 0 a 100 km/h em 10,7 segundos e até 930 litros com o banco rebatido. O que a versão Limited entrega por R$ 122.690? O Limited 1.0 TGDI ocupa uma posição intermediária na gama e traz ar-condicionado automático digital, chave presencial Smart Key, piloto automático, sensor de estacionamento traseiro e partida em rampa. O preço informado é o público sugerido para o ano-modelo 2026/2027. Por fora, a configuração utiliza rodas de liga leve de 16 polegadas, enquanto a cabine recebe painel digital TFT LCD de 10 polegadas. A proposta fica acima das configurações mais simples sem chegar ao pacote mais completo da versão Platinum. Hyundai deixa HB20 0 km por R$ 92.140 e coloca painel digital, piloto automático e motor 1.0 em um dos hatches mais conhecidos do Brasil Como os 120 cv aparecem nas acelerações? O motor Kappa 1.0 TGDI tem três cilindros, turbo e injeção direta. Com etanol, entrega 120 cv a 6.000 rpm; com gasolina, são 115 cv. O torque máximo é de 17,5 kgfm nos dois combustíveis, disponível a 1.500 rpm. A Hyundai informa 0 a 100 km/h em 10,7 segundos e velocidade máxima de 190 km/h. O torque chegando cedo ajuda principalmente em saídas e retomadas, enquanto a potência maior aparece conforme o motor sobe de rotação. Os principais números mecânicos ficam assim: 120 cv com etanol e 115 cv com gasolina 17,5 kgfm a partir de 1.500 rpm Câmbio automático de seis velocidades 190 km/h de velocidade máxima informada Como o porta-malas chega a 930 litros? Com os bancos em posição normal, o porta-malas tem 300 litros pelo padrão VDA. Ao rebater o banco traseiro, a capacidade divulgada no catálogo sobe para até 930 litros, ampliando bastante o espaço disponível para objetos volumosos. Isso permite alternar entre uma configuração voltada aos passageiros e outra destinada à carga. O ganho é especialmente útil para malas, caixas e equipamentos maiores, embora os 930 litros dependam do rebatimento dos bancos traseiros. O câmbio automático de seis marchas favorece a rotina? A transmissão automática tem seis velocidades e trabalha em conjunto com o motor turbo. As relações permitem administrar a força disponível em diferentes velocidades, enquanto o motorista fica dispensado das trocas manuais e do pedal de embreagem. O conjunto também possui sistema Stop & Go. Em congestionamentos, o motor pode ser desligado temporariamente quando o carro está parado e voltar a funcionar quando o freio é liberado, buscando reduzir consumo em situações de tráfego intenso. Quais equipamentos destacam o Limited diante das versões simples? Além do painel digital de 10 polegadas, o Limited recebe central blueMedia de 8 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Também há Bluelink, entrada USB tipo A e USB-C para carregamento rápido. Na segurança, são seis airbags, ABS com EBD, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, câmera de ré, sensor traseiro e fixação ISOFIX com top tether. Equipamento Limited Função Painel LCD 10 polegadas. Informações da condução Multimídia blueMedia 8 polegadas. Conectividade sem fio Segurança Proteção da cabine Seis airbags. Proteção de série O Limited é equilibrado para quem não precisa da versão Platinum? A configuração reúne os principais elementos para uso diário: motor turbo, câmbio automático, seis airbags, câmera de ré, painel digital e central de 8 polegadas. O pacote ainda mantém rodas de 16 polegadas e ar-condicionado automático. O catálogo oficial do HB20 Limited TGDI confirma os números e equipamentos do modelo 2026/2027. Para quem não precisa dos recursos adicionais da Platinum, a configuração intermediária concentra desempenho, conforto e segurança. O espaço extra compensa a proposta de hatch compacto? Os 930 litros com o banco rebatido mudam a função do compartimento de carga sem transformar o carro em um veículo maior. Na configuração normal, os 300 litros atendem ao uso cotidiano e preservam os lugares traseiros. O Hyundai HB20 mantém dimensões de hatch compacto, com 4,015 metros de comprimento e entre-eixos de 2,530 metros. O resultado é uma configuração intermediária que combina desempenho suficiente, conveniência automática e capacidade de carga variável. Fonte: O Antagonista
Minas tem 637 mil eleitores analfabetos e é o líder no país

Estado está à frente da Bahia e de São Paulo e encabeça ranking no Sudeste s chega às eleições de 2026 com 637.785 eleitores analfabetos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles representam 3,89% dos 16,3 milhões de eleitores mineiros. Em números absolutos, o estado lidera no país, à frente da Bahia e de São Paulo. O peso do estado entre os eleitores analfabetos é superior à sua participação no eleitorado nacional. Minas reúne 10,3% de todos as pessoas aptas a votar no país, mas concentra 11,6% dos registrados como analfabetos. No Sudeste, a diferença é ainda maior. Embora responda por 24,7% do eleitorado da região, Minas concentra 41,3% dos eleitores analfabetos. Os números fazem parte de um levantamento feito pela equipe de dados de O TEMPO. Mas como escolher um candidato sem conseguir ler propostas, notícias ou mensagens de campanha? Para parte desses eleitores, a informação chega por outros caminhos: televisão, vídeos e áudios no celular, conversas com familiares, amigos e pessoas de confiança. Na hora de votar, números, rostos e memória ajudam a substituir as palavras escritas. Aos 30 anos, Marcus Vinícius Rodrigues de Barros é um desses eleitores. Ele não sabe ler nem escrever, além de assinar o próprio nome. Mecânico de motos, aprendeu sozinho a profissão e hoje mantém uma oficina, na comunidade rural de Chaves, em Itambacuri, no Vale do Mucuri. Quando o assunto é política, combina informações que recebe pelo celular com a opinião de pessoas em quem confia. “Eu vou muito pelo povo, né? O povo falar que é bom, eu apoio. ‘Aquele fulano é bom, tem que votar nele.’ Então vamos embora”. O celular, porém, aumentou sua autonomia. Se recebe uma mensagem escrita, pede que a pessoa mande um áudio. Vídeos de candidatos também ajudam. “Pelo celular também vejo falar. Aí eu pego pelo que a pessoa falou e pelas campanhas que eu vejo pelo celular”, conta. Se as palavras escritas são uma barreira, os números não são. Marcus sabe fazer contas, lidar com dinheiro e memorizar os números dos candidatos. No dia da eleição, também usa santinhos como referência para chegar à urna sabendo em quem votar. “Eu pego os santinhos de cada e voto lá certinho”, garante. “No jornal fala tudo” Aos 72 anos, Virgínia do Amaral de Paula, moradora do Alto Vera Cruz, em Belo Horizonte, também não lê, mas diz que ninguém escolhe seu candidato por ela. Sua principal fonte de informação é a televisão. “No jornal ensina muita coisa, né? No jornal fala tudo”, diz. Virgínia frequentou a escola dos 7 aos 11 anos, aproximadamente, mas deixou os estudos, sem dominar a escrita e a leitura, para cuidar dos irmãos enquanto a mãe trabalhava. Casou-se aos 14 anos e trabalhou principalmente com limpeza e em casas de família. Na política, diz confiar na memória e na própria avaliação sobre o desempenho dos candidatos. “A gente analisa o que ele está fazendo.” Familiares, igreja ou lideranças comunitárias, afirma, não determinam seu voto. Segundo Mayra Goulart, cientista política e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), recorrer a pessoas de confiança não é uma particularidade de quem não sabe ler. “Não são só os eleitores com dificuldade de acesso à informação escrita que dão importância à mediação de familiares e lideranças locais. Eles são atalhos cognitivos usados por todos os cidadãos”, destaca. Para Mayra, o analfabetismo cria barreiras para acessar e organizar informações, mas isso não significa incapacidade política. “A gente também não pode ser preconceituoso com esse cidadão, achando que ele é menos capaz de definir seu voto”, acrescenta. Quem é considerado analfabeto? Segundo o IBGE, é considerada analfabeta a pessoa que declara não saber ler e escrever um bilhete simples no idioma que conhece. Quem aprendeu, mas esqueceu, ou apenas assina o próprio nome também entra nessa definição. Já os 637.785 citados nesta reportagem são especificamente eleitores que constam no cadastro do TSE com grau de instrução “analfabeto”. Marcus e Virgínia conseguem assinar o nome, mas não leem. Na vida cotidiana, isso significa depender de outras pessoas em diferentes situações. Virgínia, por exemplo, tem dificuldade para circular sozinha por lugares desconhecidos. “Eu não conheço Belo Horizonte. Praticamente nasci em Belo Horizonte, mas eu não conheço, porque eu não sei andar.” Ela memoriza números de ônibus, mas não consegue ler nomes de ruas. Também precisa de ajuda inicialmente para identificar medicamentos. O WhatsApp trouxe alguma independência. “Não escreve para mim não, pelo amor de Deus. Manda um áudio”, costuma pedir. Voto é facultativo A Constituição determina que o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para pessoas analfabetas. A facultatividade também vale para jovens de 16 e 17 anos e maiores de 70. Isso não significa que esse eleitorado fique fora das pesquisas de intenção de voto. Segundo Audrey Dias, cientista política e coordenadora de Pesquisa do DATATEMPO, pessoas analfabetas com título fazem parte do universo pesquisado. “Os eleitores analfabetos não são excluídos e são representados na categoria de escolaridade correspondente, de acordo com a proporção existente no eleitorado.” Aos 72 anos, Virgínia reúne duas condições de voto facultativo: é analfabeta e tem mais de 70. Ainda assim, não pretende deixar de participar. “Eu posso ficar com 90. Se eu for até lá, posso estar com 90 que eu quero votar. Isso aí eu não vou perder nunca”, diz a eleitora idosa. Fonte: O Tempo
Empresas inadimplentes somam 9,2 milhões em julho, revela Serasa Experian

Fonte: Agência Brasil 61 Dívidas somaram R$ 238,6 bilhões e setor de serviços tem mais da metade de empreendimentos negativados; Sudeste concentrou maior volume de empresas inadimplentes, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro O número de empresas negativadas chegou a 9,2 milhões em julho de 2026, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. No período, o total de dívidas não pagas atingiu 67,2 milhões, somando R$ 238,6 bilhões. O setor de serviços registrou o maior percentual de empreendimentos negativados e o maior volume de negócios com dívidas em atraso foi registrado na Região Sudeste. Os dados apontam que, em média, cada negócio inadimplente acumulou 7,3 contas negativadas, com dívida média de R$ 25.983,88 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.551,59. Conforme o levantamento, as micro e pequenas empresas concentraram a maior parcela dos CNPJs negativados, com 8,7 milhões. O grupo concentrou 60,5 milhões de dívidas, que somaram R$ 206 bilhões. Segundo o levantamento, cada micro e pequena empresa acumulou 6,9 contas negativadas, com dívida média de R$ 23.574,33 e ticket médio de R$ 3.403,77. Setores que devem e perfil das dívidas Do total de empresas que estavam com as contas negativas em julho, 55,8% eram do setor de “Serviços”. Na sequência apareceram “Comércio” (32,1%), “Indústria” (8,0%) e o segmento “Primário” (1,0%). Já em relação à origem das dívidas vencidas, o maior volume ficou com “Serviços” (31,7%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,7%). Na sequência apareceram “Cooperativas” (8,5%), “Utilities” (6,9%) e “Telefonia” (6,2%). As instituições financeiras, que abrangem “Bancos/Cartões” e “Financeiras”, concentraram 24,3% das pendências, enquanto 75,7% estavam fora desse grupo. Recorte regional Em julho de 2026, a Região Sudeste registrou o maior volume de empresas inadimplentes. O destaque é para o estado de São Paulo, com 3.147.102 CNPJs com dívidas. Em seguida está Minas Gerais, com 915.410 e Rio de Janeiro, com 870.189. Na sequência apareceram Paraná, com um total de 607.497 empresas no vermelho, e Rio Grande do Sul, com 533.041. Indicador O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas calcula o número de empresas brasileiras que estão com contas vencidas e que não constam pagamento. Para a mensuração, uma empresa é considerada inadimplente quando possui ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. De acordo com o Serasa Experian, a apuração é feita com base nas notificações registradas até o último dia do mês de referência.