APAC promove vacinação de cães e gatos neste sábado em Córrego Fundo

Fonte: Prefeitura de Córrego Fundo A Associação Protetora dos Animais de Córrego Fundo (APAC), juntamente com a Associação Parceria, de Juiz de Fora/MG, e com apoio da Prefeitura Municipal, promoverá uma ação de vacinação de cães e gatos neste sábado, 26 de setembro, das 9h às 13h, ou enquanto durarem as doses. O evento será realizado na Praça Vigário João Ivo, no centro. Serão aplicadas vacinas importadas. Para cães, serão administradas as vacinas V8 e/ou V10, que protegem contra cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite infecciosa, parainfluenza e leptospirose. Para gatos, serão aplicadas as vacinas V3 e/ou V4, que protegem contra panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose e clamidiose. Haverá também vacinação antirrábica para cães e gatos. O contato para informações é Maria, pelo telefone (037) 99941-3269.
Simples Nacional: 1,4 mil entidades cobram candidatos por correção dos limites

Fonte: Agência Brasil 61 Manifesto liderado pela CACB alerta para a defasagem do teto do faturamento dos MEIs, micros e empresas de pequeno porte Entidades empresariais brasileiras cobraram dos candidatos às eleições deste ano um posicionamento sobre a atualização dos limites do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI). O manifesto intitulado “Um Brasil que não pode ser esquecido”, liderado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), já conta com a adesão de cerca de 1,4 mil federações e associações nacionais. Segundo o texto, os pequenos negócios somam cerca de 24 milhões de empresas no Brasil, representam 95% das empresas ativas do país, respondem por 26,5% do PIB e foram responsáveis por 80% das vagas de trabalho geradas em 2025. No entanto, as entidades alertam que os limites de faturamento dos MEIs, das microempresas e das empresas de pequeno porte estão congelados desde 2018, sem qualquer correção pela inflação acumulada no período, mesmo com o aumento dos custos para produzir, contratar e manter um negócio aberto. “Não se trata de criar um novo benefício ou privilégio. Trata-se de impedir que a inflação, silenciosamente, transforme pequenos negócios em empresas tributariamente maiores sem que tenham experimentado crescimento real”, pontua o documento. “Simples”? O Simples Nacional é o regime tributário simplificado destinado a microempresas e empresas de pequeno porte, unificando o pagamento de tributos e reduzindo a burocracia para quem empreende. A última atualização foi aprovada em 2016 pelo Congresso Nacional, mas passou a valer só 2 anos depois. Os limites atuais são:●MEI: R$ 81 mil; ●Microempresa: R$ 360 mil; e●Empresa de pequeno porte: R$ 4,8 milhões. A CACB defende a atualização imediata dos tetos em cerca de 83% nos valores de enquadramento: o do MEI passaria para R$ 144,9 mil, o da microempresa iria para R$ 869,4 mil, e o da empresa de pequeno porte subiria para R$ 8,69 milhões. Além da correção pontual, a entidade defende a criação de uma regra permanente de atualização automática pelos índices de inflação, prevista em lei, para evitar que a defasagem volte a se acumular. Segundo cálculos da confederação, a medida teria potencial para gerar mais de 869 mil empregos e movimentar R$ 81,2 bilhões na economia. Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021 discute o reajuste dos microempreendedores individuais para R$ 110 mil em 2026 e para R$ 140 mil a partir de 2027. As entidades patronais pressionam para que a atualização das demais faixas do Simples Nacional sejam incluídas, e o relatório do deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC) deve atender ao pedido. Sillas Souza Cezar, economista e pesquisador do Laboratório de Governo (LabGov) da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), avalia que o obstáculo hoje é político. “É preciso encontrar um texto. Esse texto depende de negociação entre as lideranças, que vão ouvir as suas bases, os empresários, incluir isso na pauta e negociar, porque tem setor que quer uma coisa, tem setor que quer outra coisa. Depois disso resolvido, equacionado, segue a tramitação legislativa. Tecnicamente dá, politicamente, eu acho um pouco difícil”, alerta. O ponto de maior atrito é o impacto fiscal da medida. O Ministério da Fazenda estima impacto de aproximadamente R$ 50 bilhões nas contas públicas caso todas as faixas de enquadramento do Simples sejam contempladas. Já para o aumento específico do teto do MEI, a equipe econômica calcula custos de R$ 8,1 bilhões aos cofres públicos até 2029. Diante da falta de acordo, o presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu adiar para depois das eleições a votação do PLP 108/2021. “No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação. Essa mudança vai ajudar muito os empreendedores a não se desenquadrarem, para que possam continuar, mesmo atingindo o limite, trabalhando, gerando renda e sem precisar paralisar seus negócios”, ressalta Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), foi taxativo ao afirmar que o empresariado rejeita a ideia de aprovar somente a correção para MEIs. Segundo Cezar, a indefinição sobre o perfil fiscal do próximo governo, tanto na propensão de gastar quanto no foco arrecadatório, também pesa na decisão. “Para o próximo ano, a gente não sabe se a gente vai ter um governo mais gastão ou menos gastão. A gente não sabe se o Flávio vai ser mais ou menos gastão, uma vez que o Bolsonaro, apesar do discurso de reduzir gasto, expandiu. E a gente também não sabe se o Lula, se ganhar, vai reduzir os gastos ou vai manter o ritmo. Então, há uma incerteza aí.” Impactos O impacto da demora já é sentido no país. No Pará, cerca de 300 empresas associadas à Associação Comercial de Belém, cerca de 25% do total, estariam enfrentando dificuldades para permanecer no regime simplificado. Segundo o presidente da entidade, Isan Palmeira, no período de quase 10 anos no qual não há atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional, muitos produtos mais que dobraram de preço. Como consequência, muitas companhias acabam sendo empurradas para a informalidade ou fecham as portas. O calendário também agrava a urgência. O prazo para adesão ao enquadramento tributário deste ano se encerra em 30 de setembro, mas a expectativa é de que a eventual correção do teto de faturamento só venha a ser definida em outubro, depois da data-limite para a decisão dos empreendedores. Para a CACB, corrigir o Simples Nacional não é conceder privilégio, mas reparar uma defasagem que penaliza quem gera trabalho e renda no país. Enquanto o impasse entre Congresso e governo não se resolve, o manifesto resume o recado das entidades aos futuros governantes: o pequeno empreendedor não pode ser lembrado apenas na eleição — precisa estar no centro da agenda econômica do Brasil. VEJA MAIS:
Em 30 anos, obesidade triplica e atinge 1/4 da população adulta

Fonte: Agência Brasil Brasil foi o país latino-americano com maior crescimento do índice Um estudo publicado neste mês no site da revista Lancet mostra que a prevalência de obesidade no país em adultos mais do que triplicou no período de 1990 a 2023. A pesquisa é parte da série de estudos Carga Global de Doenças (GBD, do inglês Global Burden of Disease) e mostra que, entre os adultos com 25 anos ou mais de idade, a prevalência passou de 7,8% para 27,7% no período de três décadas. O Brasil foi o país que apresentou maior crescimento entre os 17 países latino-americanos pesquisados. Somando-se todos os casos de excesso de peso, que incluem sobrepeso e obesidade, a prevalência no país subiu de 40,3%, em 1990, para 66,8%, em 2023. Ou seja, dois em três brasileiros estavam acima do peso normal para a altura. Junto com a Colômbia, o Brasil foi a nação com maior crescimento na parcela da população com excesso de peso (69%), na América Latina, região que teve um aumento médio de 47% no período. O sobrepeso e a obesidade são calculados com base em um índice de massa corporal (IMC) que considera a relação entre peso e altura. O sobrepeso é o degrau logo acima do peso normal, ou seja, quando o IMC se situa entre 25,00 e 29,99. Já a obesidade é um degrau acima do sobrepeso, quando o IMC é de 30,00 ou mais. Mudança de hábitos Segundo a pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Deborah Carvalho Malta, que participou da elaboração do estudo, esse aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade é reflexo da mudança nos hábitos, como alimentação e a prática de exercícios físicos. De acordo com ela, nas últimas décadas, o Brasil vem passando por uma transição nutricional, com dois resultados antagônicos, com redução dos níveis de desnutrição e piora na qualidade da alimentação. “Houve melhoras das condições reais de vida, de acesso a alimentos, de melhora da merenda escolar, com muitas políticas importantes de proteção social, incluindo o Bolsa Família, com uma melhora real também do salário mínimo. Então, isso faz com que a desnutrição seja cada vez mais um problema residual”, afirma Deborah. Por outro lado, houve também uma piora na qualidade dos alimentos consumidos pela população como um todo. “A gente tem visto uma substituição dos alimentos saudáveis pelos alimentos não saudáveis, como os ultraprocessados. Porque são mais baratos, tem um marketing muito grande da indústria, são alimentos palatáveis, com altos teores de gordura, de açúcar e de sódio, mas com um sabor que as crianças e os adultos gostam. E são de fácil preparo, é só abrir a caixinha”, ressalta a pesquisadora. Ela explica, por exemplo, que estudos têm mostrado a queda no consumo do feijão, leguminosa considerada uma importante fonte de proteínas, fibras, vitaminas e minerais, como ferro, cálcio, magnésio, potássio e fósforo. De acordo com a pesquisadora, é preciso haver políticas de estímulo à alimentação saudável, como o aumento da taxação sobre produtos ultraprocessados (como refrigerantes) e a redução de impostos sobre alimentos saudáveis, como carnes, frutas, verduras, hortaliças, arroz e feijão. “Isso vai fazer muita diferença na mesa do brasileiro, especialmente o brasileiro de renda mais baixa”. Segundo Deborah, é importante também estimular o aleitamento materno até os dois anos de idade e garantir a oferta de alimentos saudáveis na merenda escolar. Sedentarismo Sedentarismo cresceu entre a população adulta – José Cruz/Agência Brasil Outro fenômeno apontado pela pesquisadora é o aumento do sedentarismo da população, que se exercita menos e está mais exposta a telas de celulares, computadores e televisão. “Essa combinação, da dieta com a atividade física, ela é muito determinante do aumento do excesso de peso. E é uma combinação ocidental, onde você piora sua alimentação e se torna mais sedentário”. Ela destaca que é importante reverter o excesso de peso, com a oferta de alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, ainda na infância. “É muito mais difícil você reverter uma obesidade adquirida na infância. Então, essa criança [obesa] tem também uma predisposição muito maior não só para ter obesidade na vida adulta, como também doenças crônicas não transmissíveis. Então, é muito importante a gente ter uma atenção especial para a obesidade na infância”, alerta Deborah. A pesquisadora, que é médica pediatra e doutora em saúde coletiva, destaca que o excesso de peso está ligado ao desenvolvimento de diversas enfermidades crônicas, como doenças cardiovasculares, renais, osteomusculares e vários tipos de câncer. Além disso, há um efeito psicológico na autoestima da pessoa.
Como a regra de limite de estrangeiros vai impactar Atlético e Cruzeiro a partir de 2027

Atualmente, Galo possui nove estrangeiros no elenco e a Raposa oito; limite passará a ser cinco em 2030 Atlético e Cruzeiro terão que ficar atentos ao mercado de transferências a partir de 2027. Na última segunda-feira (21/9), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B aprovaram uma redução gradual no limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida nas competições nacionais. Atualmente, cada equipe pode utilizar até nove atletas nascidos fora do Brasil, número que cairá para oito no próximo ano e será reduzido gradativamente até chegar a cinco em 2030. A mudança impacta diretamente o planejamento dos dois clubes mineiros, que possuem elencos recheados de estrangeiros. O Atlético é quem terá que lidar com a situação de maneira mais imediata. Atualmente, o Galo possui nove estrangeiros no elenco principal, justamente o limite permitido em 2026: os equatorianos Angelo Preciado, Alan Franco e Alan Minda; os argentinos Tomás Pérez e Tomás Cuello; os colombianos Kevin Castaño e Mateo Cassierra; o uruguaio Thiago Borbas; e o guineense Mamady Cissé. Com a redução para oito em 2027, o Atlético não poderia relacionar todos eles em uma mesma partida. Entretanto, o time alvinegro terá um ‘alívio’ já ao fim dessa temporada, com o término dos empréstimos de Pérez e Borbas. Já Kevin Castaño possui vínculo por empréstimo até o meio de 2027 e uma cláusula de obrigação de compra caso alcance 30 partidas pelo clube. O valor previsto é de US$ 5 milhões por 65% dos direitos do colombiano. O Atlético ainda possui outros dois estrangeiros emprestados. Iván Román está cedido ao Colo-Colo, do Chile, até o fim de 2027, enquanto Fausto Vera defende o River Plate. O clube argentino possui opção de compra pelo volante e deve ficar em Buenos Aires. Cruzeiro também está próximo do limite A mudança também terá reflexos no planejamento do Cruzeiro. A Raposa possui atualmente oito estrangeiros no elenco principal e já está no limite por partida a partir de 2027: os argentinos Lucas Villalba, Gabriel Rojas e Lucas Romero; os uruguaios Matías Viña e Lucho Rodríguez; os colombianos Luis Sinisterra e Néiser Villarreal; e o equatoriano Keny Arroyo. Entre eles, Viña é o único com vínculo apenas até o fim desta temporada. O lateral-esquerdo chegou à Toca da Raposa por empréstimo e ainda não estreou oficialmente pelo clube. O Cruzeiro também possui estrangeiros emprestados a outras equipes: o volante paraguaio Fabrízio Peralta e o atacante argentino Lautaro Díaz. Os dois pertencem à Raposa e também precisam ser considerados no planejamento para as próximas temporadas. Redução será gradual até 2030 A mudança aprovada pela CBF prevê uma redução gradual nos próximos anos. A ideia é passar o limite dos atuais nove estrangeiros para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030. A medida foi baseada, segundo a CBF, em um estudo que apontou redução de 40% nos minutos disputados por jogadores com menos de 23 anos no futebol brasileiro desde a ampliação do limite de estrangeiros. A entidade também aprovou mudanças nas listas de inscritos para aumentar a presença de atletas sub-23. Fonte: O Tempo
TRANSPORTE DE ELEITORES – ELEIÇÕES 2026

Fonte: Prefeitura de Formiga O Município de Formiga e o Tribunal Regional Eleitoral informam as rotas e os horários do transporte gratuito, no dia 4 de outubro de 2026, para eleitores da zona rural das comunidades de Raiz, Serrinha e Morro Cavado, que não possuem urna eletrônica. Confira a arte com os percursos, horários e locais de embarque e desembarque e programe-se para a votação.
CAPS II realiza Sarau “A Arte de Viver” na Biblioteca Pública Municipal Dr. Sócrates Bezerra de Menezes

Fonte: Prefeitura de Formiga O CAPS II realizou, na manhã da última terça-feira (22), o Sarau “A Arte de Viver”, na Biblioteca Pública Municipal Dr. Sócrates Bezerra de Menezes. A atividade foi voltada aos usuários do CAPS II e também contou com a participação aberta da comunidade. O encontro teve apresentação musical da dupla Rayane Garcia e Gabriel, além de um palco aberto para leituras de poesias. A programação também contou com a palestra “A Arte como Bote Salva-Vidas”, apresentada pela psicanalista Raphaella Cravo. Durante a manhã, músicas, palavras, poesias e reflexões trouxeram mensagens relacionadas à valorização da vida, à importância da consciência crítica, do autoconhecimento e do cuidado com as coisas simples do cotidiano, como a boa convivência, o respeito e o exercício da cidadania. Além das atividades culturais e reflexivas, o sarau proporcionou aos usuários do CAPS II a oportunidade de conhecer a Biblioteca Municipal, seu espaço e seu funcionamento. Para muitos participantes, a atividade marcou a primeira vez que entraram em uma biblioteca. O Sarau “A Arte de Viver” integrou as ações do Setembro Amarelo, reforçando a importância da arte, da cultura, da convivência e dos encontros como possibilidades de cuidado e valorização da vida.
Indústria reduz intenção de investimento pelo quarto mês seguido, aponta CNI

Fonte: Agencia Brasil 61 Indicador chega ao menor nível desde agosto de 2020, durante a pandemia A intenção de investimento da indústria caiu pelo quarto mês consecutivo em setembro e chegou ao menor nível desde agosto de 2020, durante a pandemia de Covid-19. O índice recuou 1,3 ponto, de 52,6 para 51,3 pontos. Os dados fazem parte da Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (21). A sequência de quedas começou em maio. Desde então, o indicador acumula recuo de 3,5 pontos. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o resultado está relacionado à perda de ritmo da atividade industrial e ao aumento das incertezas. “Há um aumento da incerteza associada, que também reduziu a expectativa. Num quadro, portanto, de uma queda da atividade, que já vem de algum tempo, e de expectativas também moderadas, a intenção de investimento vem caindo e agora em setembro consolidou esse patamar bastante baixo de intenção de investimento. De uma forma geral, o que os indicadores de expectativa do empresário industrial mostram é um quadro de moderação das expectativas”, afirma. A perspectiva para os próximos seis meses também piorou. Em setembro, os quatro indicadores de expectativa da indústria apresentaram queda. A expectativa de demanda por produtos recuou 1,4 ponto, para 51,2 pontos. A previsão de compra de insumos e matérias-primas caiu 0,8 ponto, para 50,4. Já a expectativa para a quantidade exportada diminuiu 0,6 ponto, para 48,9 pontos. O indicador relacionado ao número de empregados teve queda de 0,2 ponto, chegando a 49,2 pontos. Para o economista Carlos Eduardo Oliveira Jr., a queda da intenção de investimento ocorre em um cenário de juros elevados, que encarece o crédito e acende um alerta por parte das empresas nas tomadas de decisões. “Isso impacta muito, gerando um custo mais caro do crédito e uma maior cautela dos empresários diante dessas incertezas econômicas, visto também que você tem uma redução no consumo das famílias. Apesar disso, o resultado não significa uma paralisação dos investimentos, mas sim uma postura mais prudente por parte das empresas que estão aguardando os próximos meses, principalmente com relação à movimentação moderada da indústria”, considera. Mesmo com as quedas, as expectativas de demanda por produtos e de compra de insumos e matérias-primas permaneceram acima dos 50 pontos. Isso indica que os empresários do setor ainda projetam aumento desses dois itens nos próximos seis meses, embora em ritmo menor do que o previsto em agosto. Já os indicadores de quantidade exportada e número de empregados ficaram em uma situação mais delicada. Produção industrial A produção industrial também apresentou queda em agosto. O índice de evolução da produção recuou 4,7 pontos, de 51 para 46,3 pontos. Com o resultado, o indicador passou para abaixo dos 50 pontos, sinalizando redução da produção em relação a julho. De acordo com a pesquisa, esse foi o menor resultado para um mês de agosto desde 2015, quando a economia brasileira enfrentava uma recessão. Considerando os últimos 11 anos, o índice ficou abaixo dos 50 pontos em agosto apenas em 2025 e agora, em 2026. “Esse resultado tão atípico passa pela queda contínua da demanda por bens industriais, mas também por um quadro de incertezas, tanto externas quanto internas. Não dá para negar que a proximidade das eleições traz um certo grau de imprevisibilidade, fazendo com que as empresas se tornem mais cautelosas na hora de investir, produzir e contratar”, destaca Azevedo. VEJA MAIS: A Utilização da Capacidade Instalada também diminuiu. A UCI caiu 1 ponto percentual em agosto e chegou a 69%, ficando 2 pontos percentuais abaixo da média para agosto. O emprego acompanhou o movimento. O índice de evolução do número de empregados ficou em 48,2 pontos, após queda de 0,4 ponto em relação a julho. Os estoques de produtos finais também recuaram. O índice de evolução do nível de estoques passou de 51 para 49,5 pontos, uma redução de 1,5 ponto. Como ficou abaixo dos 50 pontos, o indicador aponta queda dos estoques na passagem de julho para agosto. Apesar disso, os estoques permaneceram próximos do nível projetado pelas empresas. O índice de estoque efetivo-planejado avançou 0,2 ponto, para 50,4 pontos. Sobre a pesquisa A Sondagem Industrial de setembro ouviu 1.403 empresas entre os dias 1º e 11 de setembro. Do total, 587 eram pequenas empresas, 487 médias e 329 grandes.
Cleitinho sobe para 37% e Patrus se isola em 2º lugar da disputa ao Governo, diz nova pesquisa

Nova rodada da Quaest mostra que o petista cresceu cinco pontos e deixo empate técnico com Kalil para trás, que recua para 8% O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ampliou a liderança na corrida pelo governo de Minas e chegou a 37% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, segundo nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23/9). O levantamento, contratado pela Globo, também mostra o deputado federal Patrus Ananias (PT) isolado na segunda colocação, com 16%, depois de deixar o empate técnico com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que aparece com 8%. O governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), tem 7%. Na comparação com a rodada anterior, divulgada em 8 de setembro, Cleitinho e Patrus foram os que mais cresceram. O senador passou de 32% para 37%, e o petista, de 11% para 16%, ambos com alta de cinco pontos percentuais, acima da margem de erro da pesquisa, de três pontos para mais ou para menos. Com isso, a distância entre os dois primeiros colocados se manteve em 21 pontos. Na outra ponta, Kalil perdeu três pontos, ao cair de 11% para 8%, enquanto Simões oscilou negativamente de 8% para 7%, dentro da margem de erro. Quem subiu, quem caiu Há duas semanas, Patrus, Kalil e Simões estavam tecnicamente empatados atrás do líder. Agora, o cenário mudou. O petista abriu oito pontos de vantagem sobre Kalil, o que o coloca sozinho no segundo lugar. Já o ex-prefeito, o governador e o empresário Flávio Roscoe (PL) passaram a disputar, em empate técnico, a terceira posição. Roscoe oscilou positivamente de 3% para 5%. Entre os demais nomes, o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) oscilou de 3% para 2%. Ben Mendes (Missão) e Professor Túlio Lopes (PCB) registram 1% cada. Indira Xavier (UP), Rafael Duda (PSTU) e Henrique Áreas (PCO) não pontuaram. Indecisos em queda A aproximação do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, também reduziu a fatia de eleitores sem candidato. Os indecisos caíram de 19% para 16% no cenário estimulado. Já os que afirmam votar em branco, anular ou não comparecer às urnas recuaram de 12% para 7%. Apesar disso, o voto ainda não está consolidado para boa parte do eleitorado. Segundo a Quaest, 65% dos eleitores dizem que a escolha é definitiva. Entre os eleitores de Kalil e de Roscoe, 49% afirmam que ainda podem trocar de candidato. Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado, 62% dos entrevistados não souberam dizer em quem vão votar. Nesse recorte, Cleitinho tem 19%, Patrus, 6%, e Simões e Kalil, 3% cada. Segundo turno Nas simulações de segundo turno, o quadro ficou praticamente estável em relação à rodada anterior, e Cleitinho segue vencendo todos os adversários com folga. Contra Patrus, o senador oscilou de 51% para 50%, enquanto o petista manteve os mesmos 26%. No confronto com Kalil, Cleitinho repetiu os 49% da pesquisa anterior, e o ex-prefeito oscilou de 27% para 26%. Já contra Mateus Simões, o senador manteve 50%, enquanto o governador passou de 20% para 18% (veja gráfico abaixo). A Quaest ouviu 1.506 eleitores de 16 anos ou mais em Minas Gerais entre 19 e 22 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-03276/2026. Fonte: O Tempo
Arrecadação federal ultrapassa R$ 2 trilhões em oito meses

Fonte: Agência Brasil Valor representa alta de 7,12% na comparação com mesmo período de 2025 O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025. Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal, excluídos os fatores não recorrentes e de alterações na legislação. De acordo com análise divulgada pelo órgão, os acréscimos são resultado do aumento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que reflete o aumento das vendas. Também o avanço nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do desempenho da arrecadação do Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi determinante nos resultados apresentados. Neste mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto também teve destaque entre os fatores que alavancaram os resultados, com arrecadação de R$1,9 bilhão em agosto, o que resultou no acumulado de R$9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.