Dry brushing: prática de escovar celulites não tem comprovação científica

Conhecida como dry brushing, a prática de escovar celulites a seco pode até oferecer efeito imediato, mas não garante resultados duradouros Conhecida como dry brushing ou escovação a seco, existe uma técnica que consiste em passar uma escova nos glúteos e nas coxas antes de tomar banho. A prática promete suavizar a celulite e remover células mortas, deixando a pele mais macia. Embora pareça oferecer um efeito visual imediato, o dry brushing não tem comprovação científica no tratamento dos famosos “furinhos”. Funciona? Ao Metrópoles, o médico Chris Lima, especialista em harmonização glútea, explica que a celulite é causada pela relação entre pele, gordura e tecido conjuntivo. Ao contrário disso, a escovação atua apenas na superfície. Variações hormonais e de peso alteram o tecido subcutâneo, e as áreas já afetadas costumam ser as primeiras a apresentar novas irregularidades
Custo do crédito segue como principal barreira para a indústria, aponta CNI

Fonte: Agência Brasil 61 Juros elevados foram citados por 76% das empresas com dificuldades em operações de curto e médio prazo e por quase 69% no longo prazo Cerca de 76% das empresas industriais que enfrentaram dificuldades para obter crédito de curto ou médio prazo, com vencimento em até cinco anos, apontaram os juros elevados como o principal obstáculo ao financiamento. Nas operações de longo prazo, acima de cinco anos, o problema foi mencionado por quase 69% dos empresários. É o que revela a Sondagem Especial nº 107 – Condições de Acesso ao Crédito em 2026, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento ouviu 1.701 empresas industriais, sendo 692 de pequeno porte, 612 de médio porte e 397 de grande porte. As informações se referem ao período de fevereiro a julho de 2026. Embora a proporção de empresas que apontaram os juros como principal dificuldade tenha diminuído em relação à edição anterior da pesquisa, o custo do crédito continua liderando o ranking de obstáculos ao financiamento industrial. Na sondagem anterior, 80% dos entrevistados relataram dificuldades com os juros nas operações de curto e médio prazo, enquanto 71% apontaram o problema no crédito de longo prazo. A analista de Políticas e Indústria da CNI, Maria Virgínia Colusso, destaca que a taxa básica de juros (Selic) começou 2026 em 15% ao ano e que o Banco Central tem adotado uma postura cautelosa no processo de redução. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano. “Esses cortes levam um tempo para chegar a uma diminuição dos juros desse crédito. Então, temos um processo de defasagem entre esses movimentos que o Banco Central adota e o custo do crédito de fato. Como a Selic, mesmo após esse processo de flexibilização, ainda está muito elevada, o custo do capital ainda tem chegado bastante elevado para as empresas também”, afirma. Garantias e burocracia também dificultam o acesso ao crédito O segundo principal obstáculo à contratação de crédito de curto e médio prazo é a exigência de garantias reais pelas instituições financeiras, como bens imóveis, por exemplo. A dificuldade foi mencionada por 33,4% das empresas que enfrentaram problemas para acessar essas operações. No financiamento de longo prazo, o percentual foi de 31,5%. A burocracia aparece como a terceira barreira mais citada para o crédito de curto e médio prazo, mencionada por 13,6% das empresas. Já nas operações de longo prazo, o terceiro entrave é o prazo de carência inferior ao necessário, apontado por 18,9% dos entrevistados. O resultado indica que parte dos empresários gostariam de ter mais tempo para começar a pagar as linhas de crédito pretendidas. Uma em cada quatro empresas não consegue crédito de curto prazo A sondagem mostra que metade (49,9%) das empresas industriais não buscou contratar ou renovar operações de crédito de curto e médio prazo no período analisado. Apenas 22,9% conseguiram contratar um financiamento ou renovar uma operação existente, enquanto 7,5% tentaram obter os recursos, mas não tiveram sucesso. No crédito de longo prazo, a parcela de empresas que não buscou contratar ou renovar financiamentos foi ainda maior, de 54%. Outros 15,5% conseguiram obter um novo financiamento ou prorrogar uma operação existente. Já 9,2% tentaram acessar os recursos, mas não conseguiram. Colusso explica que não buscar crédito, por si só, não representa necessariamente um problema. Em alguns casos, a empresa não precisou de financiamento no período ou optou por utilizar recursos próprios para custear as operações. “Mas isso começa a soar como um alerta quando a gente olha em conjunto com outras informações da pesquisa. O elevado percentual de frustração, que é quando essas empresas buscam contratar novas operações ou renovar operações já existentes e não conseguem. Isso começa a ser um alerta”, ressalta. Levando-se em conta apenas as empresas que buscaram contratar ou renovar crédito de curto/médio prazo, quase uma em cada quatro (24,7%) não tiveram sucesso. Nas operações de longo prazo, o índice chegou a 37,2%. O recorte por porte mostra que as pequenas empresas registraram os maiores índices de frustração no acesso ao financiamento. Confira os percentuais: Capital de giro lidera a demanda por financiamento O capital de giro foi a principal finalidade do crédito industrial, inclusive nas operações de longo prazo. Segundo a pesquisa, 28,7% das empresas que buscaram, contrataram ou renovaram esse tipo de financiamento apontaram a necessidade de capital de giro como motivo para recorrer a recursos de longo prazo. Na sequência, aparecem os investimentos na expansão da capacidade produtiva, como a aquisição de máquinas e equipamentos, citada por 23,6% das empresas, e os aportes em construção e instalações, mencionados por 11,6%. Nas operações de curto e médio prazo, o capital de giro teve participação ainda maior: quase 60% das empresas indicaram essa finalidade. Os investimentos em máquinas e equipamentos foram citados por 13,2%, enquanto os aportes em construção e instalações corresponderam a 5,8%. A analista da CNI ressalta que o capital de giro é usado para pagar despesas operacionais, como folha de pagamento, materiais e insumos. Por isso, é esperado o uso do crédito de curto prazo com essa finalidade. Já a busca por financiamentos de longo prazo para cobrir esses gastos chama a atenção. “O crédito de longo prazo voltado para o capital de giro nos chama atenção porque pode soar como uma sinalização de uma pressão também nesse financiamento. Pode soar como uma sinalização de que as empresas estão buscando o capital de longo prazo para financiar essas despesas operacionais. Então isso precisa ser analisado com cautela”, afirma Colusso. Redução de custos, ampliação do crédito público e simplificação Os empresários também apontaram medidas que poderiam facilitar o acesso ao financiamento. A principal demanda é a redução dos custos tributários e administrativos, mencionada por 38,4% dos entrevistados em relação ao crédito de curto e médio prazo e por 31,2% no caso das operações de longo prazo. A ampliação das linhas de crédito públicas aparece em segundo lugar, com 22,8% das respostas para o financiamento de curto e médio prazo e 26,3% para o de longo prazo. Já a simplificação das exigências
As instruções mentirosas de Janones

É indiscutível que Janones mente, no grupo de WhatsApp e fora dele, e o TSE deveria aproveitar o ensejo para nunca mais tratar de fake news O grupo de WhatsApp “Exército do Lula”, comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG à esquerda na foto), virou motivo de controvérsia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, o proibiu, por espalhar fake news. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal, e Nunes Marques determinou que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE se manifestasse. Não há dúvida de que Janones promove fake news no grupo — e não apenas nesse grupo, como ele mesmo já se gabou várias vezes de fazer, inclusive nesta eleição. A instrução enviada na manhã desta segunda-feira, 12. Dia da Criança e feriado de Nossa Senhora Aparecida, é prova disso. “Direcionamento de hoje pela manhã” “Direcionamento de hoje pela manhã é reforçar o respeito de Lula pelas religiões e de que respeitar todas, sem nunca ter usado o nome de Deus em vão pra se eleger nem se aproveitado da fé das pessoas”, diz a mensagem Janones, que já contém uma primeira mentira, porque Lula usou, nesta mesma eleição, a falsa polêmica de Nossa Senhora para fazer campanha. “Também vale levar a reflexão. Tem 30 anos que eles falam que Lula vai fechar igrejas , não só nunca fechou como foi ele quem criou a marcha pra Jesus. Enfim, na parte da manhã, vamos aproveitar o feriado pra reforçar o assunto, também lembrar o respeito dele pela padroeira do Brasil”, segue a instrução do deputado, com mais uma mentira evidente. Não foi Lula que criou a Marcha para Jesus. Ele apenas sancionou uma lei, de autoria do então senador Marcelo Crivella, em 2009, que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus. O evento religioso já existia há 16 anos quando essa lei foi sancionada, e Lula nunca esteve na Marcha para Jesus — o advogado-geral da União, Jorge Messias, tem sido seu representante. Fake news Após mais de sete anos de batalha cotidiana obsessiva dos tribunais superiores contra fake news, simbolizada por um inquérito relatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, os juízes responsáveis pelo combate à desinformação parecem ter relaxado. Flávio Dino despachou por cima do TSE para permitir a circulação das fake news sobre Nossa Senhora, chegando a oficializá-la ao pedir uma investigação sobre uma fantasiosa onda de ataques a símbolos religioso; e, agora, o corregedor-geral eleitoral libera a atuação de Janones, ao contrário do que fez Moraes ao bloquear a rede social X inteira no Brasil durante a eleição de 2024. Já que os próprios juízes não conseguem concordar sobre aquilo que pode ou não ser publicado e alguns deles decidiram, de uma eleição para a outra, mudar os critérios, talvez seja o caso de abandonarem essa dura missão de decidir o que pode ou não ser publicado em período eleitoral. A Justiça Eleitoral já se enrolou demais desde 2022 e, como já ficou claro nesta campanha, só vai se afundar ainda mais se seguir decidindo de forma diferente de acordo com quem mentiu. Fonte: O Antagonista