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Casa de Caridade Vinde e Vede acolhe mais de 80 pessoas em apenas 3 meses

Fonte: Ascom Santa Casa de Caridade de Formiga Em apenas três meses de funcionamento pleno, a Casa de Caridade Vinde e Vede consolidou-se como um divisor de águas para dezenas de famílias que dependem do atendimento hospitalar na região. Desde que recebeu sua primeira hóspede, no dia 27 de fevereiro, a instituição já acolheu 86 pessoas oferecendo dignidade e conforto em momentos de extrema vulnerabilidade. ​A pioneira a usufruir do espaço foi Maria Aparecida, moradora de Santo Antônio do Monte, que viajou para acompanhar a filha internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Formiga. Na mesma semana, a casa abriu as portas para Aparecida de Fátima Pereira Morais, de Pará de Minas, e Maria Lúcia Ribeiro, de Martinho Campos. “Para mim, a casa foi uma benção. Meu irmão ficou 2 dias internado e, se não fosse a casa de caridade, eu não teria onde ficar”, agradeceu Aparecida. Maria Lúcia também se encantou com a estrutura e acolhimento recebido. “Passei 3 dias confortáveis. Situações de doença não são fáceis de enfrentar, ainda mais longe de casa. Fui bem recebida pelo Francelino e por todo o pessoal. Foi um conforto para a alma, agradeço de coração pelo cuidado oferecido”. Dos 86 hóspedes recebidos, 55 são mulheres e 31 homens. Entre os acolhidos, há moradores de 22 cidades mineiras: Arcos, Belo Horizonte, Betim, Bom Despacho, Camacho, Campo Belo, Carmópolis de Minas, Cláudio, Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Dores do Indaiá, Itaguara, Itatiaiuçu, Itaúna, Lagoa da Prata, Martinho Campos, Oliveira, Pará de Minas, Passa Tempo, Santo Antônio do Amparo, Santo Antônio do Monte e Três Pontas. A hospitalidade do espaço ultrapassa fronteiras, a casa hospedou também uma pessoa da cidade de São Paulo. O relatório de atendimento demonstra o impacto social imediato da iniciativa que oferece suporte humanizado aos hóspedes. Nesse período, 538 refeições foram servidas entre café da manhã e jantar. O espaço foi oficialmente inaugurado em outubro de 2025 e com o lema pautado em solidariedade, cuidado e saúde, tem se consolidado como um braço essencial do atendimento hospitalar, garantindo dignidade, alimentação e estadia para quem mais precisa durante momentos delicados de internação. Acolhimento A Casa Vinde e Vede opera por meio de uma estreita parceria com a Santa Casa, o cadastro de hóspede é realizado pelo serviço de atendimento social do hospital e está disponível para acompanhantes de pacientes internados na UTI e Sala Vermelha. “A Casa de Caridade nasce da profunda necessidade de humanizar ainda mais o atendimento hospitalar em Formiga. Os números mostram que, mais do que oferecer um teto ou uma refeição, o espaço oferece um porto seguro para famílias de toda a região em seus momentos de maior vulnerabilidade”, destaca a administração da Santa Casa. O espaço A Casa de Caridade Vinde e Vede foi inaugurada em 15 de outubro de 2025 pelo idealizador, Francelino Pedroso que tem uma história consolidada em trabalhos sociais em Formiga. Com um olhar atendo às necessidades sociais do município e sob o lema “somos uns pelos outros e somos todos iguais”, ele enxergou a carência de um suporte ao familiares de pacientes atendidos no hospital e edificou a instituição. Localizada na avenida Presidente Juscelino Kubitscheck, 279, no Engenho de Serra, a casa foi idealizada e construída com recursos próprios de Francelino. O espaço, pensado para oferecer o máximo de aconchego, conta com uma cozinha completa, sala de estar, banheiro social, banheiro adaptado e 4 quartos, todos com suíte. Atualmente, a manutenção da casa é mantida por Francelino, além de contar com a colaboração e doações de empresas e outras instituições do município. “A caridade é o amor em movimento; de todas as ações, é a que mais nos aproxima dos passos de Cristo”, finaliza Francelino.

Prefeitura de Formiga acompanha visita do Ministro da Educação ao IFMG

Fonte: Prefeitura de Formiga A Prefeitura de Formiga acompanhou, na quarta-feira (17), a visita do ministro da Educação, Leonardo Barchini, às obras do ginásio poliesportivo do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) – Campus Formiga. Durante a visita, foi apresentado o projeto de doação de um terreno do município para a construção de um anfiteatro no campus. A proposta já foi encaminhada à Câmara Municipal e aguarda apreciação dos vereadores. Na oportunidade, o ministro conheceu o projeto e agradeceu a parceria entre a Prefeitura de Formiga e o IFMG, destacando a importância da ampliação da estrutura da instituição para atendimento aos estudantes e à comunidade. A visita também permitiu acompanhar o andamento das obras do ginásio poliesportivo, que contribuirá para a realização de atividades esportivas, educacionais e culturais no campus. A Administração Municipal segue trabalhando em parcerias que contribuam para o fortalecimento da educação e o desenvolvimento do município.

COMUNICADO: CAMPANHA DE HIDROMETRAÇÃO

Fonte: Prefeitura de Formiga Água na medida certa: mais transparência no consumo e mais eficiência no abastecimento. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE Formiga informa que iniciou as ações preparatórias da Campanha de Hidrometração, começando pelo bairro NOVO HORIZONTE, com a instalação de hidrômetros nos imóveis atendidos que ainda não possuem medição individualizada do consumo. Como parte desta etapa, os moradores receberão correspondências informando sobre a implantação dos equipamentos. A previsão é que os serviços de instalação tenham início no mês de julho. A implantação dos hidrômetros permitirá a medição precisa e individual do consumo de água de cada imóvel, proporcionando mais transparência, justiça tarifária, controle e equidade na prestação dos serviços. Além disso, os dados obtidos contribuirão para o melhor monitoramento dos sistemas, subsidiando futuros investimentos e auxiliando na redução das perdas invisíveis. Com a medição individualizada, cada usuário passará a pagar de acordo com o volume efetivamente consumido, tornando a cobrança mais justa e proporcional. O hidrômetro também permite identificar vazamentos internos, desperdícios e outras situações que podem impactar o consumo e gerar custos desnecessários. A iniciativa contribui ainda para o uso racional da água, incentivando práticas de consumo consciente e fortalecendo a preservação dos recursos hídricos. A campanha atende às recomendações da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais (ARISB-MG), em conformidade com o Regulamento dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário, especialmente o artigo 29, que prevê a medição adequada do consumo como instrumento de eficiência operacional, transparência e justiça tarifária. As equipes contratadas pela Autarquia estarão devidamente identificadas durante a execução dos trabalhos. Em caso de dúvidas, os moradores poderão utilizar os canais oficiais de atendimento do SAAE Formiga. A instalação dos hidrômetros será realizada sem qualquer custo para o usuário. SAAE Formiga: compromisso com a qualidade, a transparência e o uso responsável da água.

Mortes no trânsito causadas por álcool aumentam no Brasil após a pandemia

Homens são as principais vítimas (86,7% das mortes) e respondem por 81,8% das hospitalizações A taxa de mortes no trânsito brasileiro atribuída ao uso de álcool tem registrado seguidos crescimentos desde a pandemia, após cinco anos de queda. Um estudo publicado pela organização não-governamental Cisa (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool) aponta que em 2024 (dado mais recente) o país registrou a média de 6,2 mortes, em acidentes de trânsito que tiveram o álcool como causa, para cada 100 mil habitantes. O indicador é o maior desde 2016, quando a taxa ficou em 6,4. O levantamento começou a ser feito em 2010, dois anos após a Lei Seca entrar em vigor. A legislação que instituiu tolerância zero de álcool para quem dirige foi sancionada em 19 de junho de 2006. Ela completa 18 anos nesta sexta-feira (19). Os dados são feitos a partir de ocorrências registradas no DataSUS, que reúne informações dos sistemas de saúde nacionais. Para a socióloga Mariana Thibes, coordenadora do Cisa, uma das hipóteses para o indicador voltar a crescer está na disparada no uso de motocicletas desde a pandemia. Em 2019, a frota nacional contava com 23,6 milhões de motos registradas, segundo a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito). O número saltou para 28,3 milhões, alta de 20%, maior que o de automóveis, de 12%. “Os desafios aumentaram, o trânsito está mais complexo”, afirma Mariana. Um motorista alcoolizado tem menos atenção e pode atingir mais facilmente uma moto, diz ela. “Há ainda motociclistas que já enfrentam um cenário difícil de trabalho, no caso dos entregadores, que se beberem, podem ficar ainda mais expostos.” O levantamento não especifica o percentual de motociclistas entre os casos de mortos nos acidentes de trânsito analisados. De acordo com estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), do ano passado, 40% das mortes no trânsito em 2023 foram de motociclistas. A análise do Cisa apontou que 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior à média nacional, com Tocantins, Piauí e Mato Grosso registrando os maiores índices. A população masculina é a principal vítima (86,7% das mortes) e responde por 81,8% das hospitalizações por álcool no trânsito, diz o estudo. No total, em 2024, foram 13.075 óbitos – aumento de 6,2% em relação a 2023. Em um desses casos, em outubro passado, quatro pessoas morreram na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Oswaldo Cruz, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o motorista de 52 anos dirigia um Toyota Corolla quando bateu frontalmente com um Santana, que estava no sentido contrário – todos os ocupantes desse carro morreram. O motorista do Toyota passou por teste do bafômetro e o resultado foi 0,38 mg/L de álcool por litro de ar alveolar. Ele acabou preso.O número de mortes cresce, inclusive, com maior fiscalização. O Detran (Departamento de Trânsito) de São Paulo, estado com a terceira menor taxa do país, mais que dobrou o número de blitze para flagrar motoristas embriagados. No ano passado ocorreram 1.272 operações contra 565 em 2024 – 125% a mais. Foram cerca de 20 mil autuações por alcoolemia em 2025 no estado de São Paulo, contra 12,8 mil no ano anterior. “A Lei Seca do Brasil serve de exemplo para o mundo e tem salvado vidas, mas ela sozinha não faz milagres” diz a socióloga.Conforme Flávio Adura, diretor científico da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), o álcool aumenta a gravidade dos ferimentos em caso de acidente, reduz a capacidade de dirigir e altera o comportamento do motorista. “O álcool faz com que o motorista tenha sua capacidade visual e de percepção comprometidas, reaja mais lentamente, tome decisões mais arriscadas e, caso ocorra um acidente, tenha maior probabilidade de sofrer ferimentos graves ou fatais”, diz. Segundo a socióloga do Cisa, estudos mostram que a redução de mortes no trânsito exige consistência. “Isso significa que é preciso haver intensificação das ações de fiscalização, acesso a atendimento de emergência e ações de prevenção que alcancem especialmente o público masculino. Adotar essas medidas conjuntas à lei potencializa a queda da mortalidade”, afirma. Para Mariana, o próximo passo da Lei Seca é ampliar seu alcance, integrando educação, prevenção, fiscalização baseada em evidências e atenção aos novos desafios da mobilidade. “A pergunta não é mais se ela funciona, mas como pode funcionar melhor. O futuro passa por mais educação, tecnologia e fiscalização eficiente. É preciso também construir uma cultura em que dirigir após beber seja socialmente inaceitável”, afirma o médico da Abramet. Em nota, a Senatran diz que mantém uma agenda permanente de ações educativas, de conscientização e de fiscalização voltadas à redução dos sinistros de trânsito, incluindo aqueles relacionados à combinação entre álcool e direção. “As ações da Senatran possuem abrangência nacional e são desenvolvidas em articulação com os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito, não havendo campanhas permanentes direcionadas exclusivamente a estados ou regiões específicas”, afirma trecho da nota. AS PUNIÇÕES PARA QUEM BEBE E DIRIGE Dirigir sob a influência de álcool (ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência) – Artigo 165– Infração gravíssima– Multa de R$ 2.934,70– Multa dobra para para R$ 5.869,40 se motorista for flagrado dirigindo alcoolizado mais de uma vez em um período de 12 meses– Suspensão do direito de dirigir por 12 mesesDirigir com capacidade psicomotora alterada pelo álcool (ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência) – Artigo 306– De seis meses a três anos de detenção– Multa– Suspensão ou proibição de se obter a habilitaçãoQuantidade de álcool e consequências– Até 0,33 mg/l é infração de trânsito no artigo 165– Igual ou superior a 0,34 mg/l é crime do artigo 306 do CTBQuem se recusar a fazer o teste do bafômetro– Infração gravíssima– Recusar bafômetro e apresentar apenas um sinal de alteração: multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses– Recusar bafômetro e apresentar dois ou mais sinais de alteração: autuação, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e detenção de seis meses a três anos. 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Sintomas da doença falciforme vão além da anemia; saiba mais

Fonte: Agência Brasil Doença hereditária e genética pode causar dores intensas Genética e hereditária, a doença falciforme é mais abrangente que uma anemia, nome pela qual ela costuma ser conhecida. Em entrevista à Agência Brasil, a hematologista Marimília Pita esclareceu esse e outros mitos sobre essa condição de saúde, que afeta até 100 mil brasileiros, segundo estimativa do Ministério da Saúde. “Todo doente falciforme é anêmico. A doença falciforme é uma doença sistêmica que afeta todos os órgãos. Ela é genética, hereditária e passada de pais para filhos”, resumiu a médica. Criadora da organização não governamental (ONG) Lua Vermelha, que conscientiza a sociedade sobre a doença falciforme, Marimília Pita também é oncohematologista pediátrica e fundadora do Comitê de Hematologia Pediátrica da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). Neste dia 19 de junho, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para dar visibilidade a essa condição genética, reduzir o preconceito e melhorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Hemácias em forma de foice A anemia é o primeiro grande sintoma dessa doença que costuma ser diagnosticado. Isso ocorre porque o que causa essa condição de saúde é uma alteração nas hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, que são as células sanguíneas responsáveis por levar o oxigênio aos tecidos. Em uma pessoa que apresenta essa condição genética, a hemácia perde o seu formato natural, semelhante ao de um grão de feijão, e assume uma aparência mais alongada, parecida com uma foice. Daí o nome falciforme, que significa forma de foice. Hematologista Marimília Pita por Marcelo Machado/RN Imagem “Como essa célula é muito comprida, ela não dura a mesma quantidade de dias que uma célula normal, que dura 120 dias. Na doença falciforme, ela se quebra com 20 dias, 30 e até 80 dias. Então, o paciente está sempre com anemia”.  Além disso, a hemácia comprida é rígida e, quando ela se quebra, entope os vasos sanguíneos, enquanto a hemácia normal é superflexível e leva oxigênio para todos os microvasos do indivíduo. Ao longo da vida, esse paciente passa a sofrer as consequências de as hemácias com esse formato não chegarem a todos os tecidos, ocasionando “microinfartos” que podem atingir desde membros até órgãos, como o coração e os olhos. “Aquela área fica sem sangue, ela não respira, fica infartada, e a função do órgão vai diminuindo. Isso significa que, à medida que o paciente vai crescendo, ele se torna um indivíduo cardiopata, pneumopata, nefropata e, assim, sucessivamente”. Teste do pezinho O diagnóstico da doença falciforme, entretanto, pode se dar antes disso. Há 25 anos, o Ministério da Saúde incluiu uma pesquisa de hemoglobina capaz de detectá-la no Teste do Pezinho, exame obrigatório e gratuito para bebês recém-nascidos. O diagnóstico precoce, ainda na maternidade, torna a evolução do paciente bem mais tranquila, segundo a hematologista. Entre os principais ganhos está a prevenção de infecções, uma das principais causas de morte entre esses pacientes antes dos 7 anos de idade. Na maior parte dos casos, a doença não tem cura, mas pode ser acompanhada e ter seus sintomas atenuados com tratamento médico. Em alguns casos, é possível um tratamento curativo por meio do transplante de medula, quando o paciente atende aos critérios de elegibilidade e encontra um doador compatível. Dor intensa Outro sintoma comum da doença falciforme é a ocorrência de crises de dor intensa. Esse quadro é causado pela obstrução de pequenos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice. A dor é mais frequente nos ossos e nas articulações, podendo, porém, atingir qualquer parte do corpo. Nas crianças pequenas, as crises de dor podem acometer pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando inchaço e vermelhidão no local, além de dor. Essas dores podem ser tão intensas que muitos pacientes têm de ser internados em unidades de terapia intensiva (UTI), para que possam receber morfina, conta a hematologista. Ela lamenta que, muitas vezes, os profissionais de saúde não estão preparados para lidar com esse quadro de dor aguda. A médica representa o Brasil em um grande estudo internacional com 2 mil doentes, dos quais 260 eram brasileiros. Nesse estudo, só 34% dos pacientes do Brasil receberam morfina durante crises de dor, enquanto, nos Estados Unidos, são 98% e, no Canadá, 99%. “O paciente sofre com isso. E, ao longo do tempo, ele vai piorando clinicamente. E o pior de tudo isso é que esse paciente, na maioria das vezes, é considerado um adicto [dependente químico]. Porque ele chega no pronto-socorro uivando de dor e pedindo, pelo amor de Deus, uma morfina”. Racismo Entre todos os desafios enfrentados pelos pacientes com doença falciforme, Marimília destaca um que vem de fora do corpo dos pacientes: o racismo estrutural. A doença é mais frequente na população negra, porque a mutação genética que causa o quadro teria sido originada no continente africano, explicou a médica. “Então, acontece a questão do racismo, porque é uma doença hematológica, crônica, que mata, e os pacientes são pobres. No Brasil, existe uma relação direta da raça negra com a condição socioeconômica do indivíduo”. A doença, porém, não é restrita ao continente africano nem exclusiva da população negra, principalmente em um país miscigenado como o Brasil.  “É uma doença mundial. Ela ocorre também na Índia, na Arábia, na Europa, nas Américas, na Austrália, no Caribe, em tudo que é lugar do mundo”, reforçou. Diagnóstico cedo Nilceia Alves Gomes da Silva descobriu que seu filho Agner Eduardo da Silva tinha a doença falciforme quando ele ia completar 2 anos.  “Começou com as crises que, até então, eu não sabia o que eram, com dores na mão, no pé, que ficavam inchados. Aí, eu levava ele no pronto-socorro, e os médicos falavam que era algum bicho que tinha mordido e coisas assim”, disse Nilceia à Agência Brasil. Somente quando pagou uma consulta em um médico particular, ela soube que havia a possibilidade de o filho ter doença falciforme, devido a todos os sintomas que estava apresentando.

El Niño fará Brasil ter inverno com menos frio, prevê meteorologia

Fonte: Agência Brasil Fenômeno terá efeitos diversos sobre setor elétrico O inverno no Hemisfério Sul começa exatamente às 5h25 do próximo domingo (21). A nova estação é conhecida pelas temperaturas frias, mas, este ano, terá um caráter um pouco diferente. Por causa do fenômeno El Niño, os brasileiros vão sentir menos o frio nos próximos três meses. A previsão é da empresa de consultoria em meteorologia Nottus, que apresentou, nesta quinta-feira (18), um estudo sobre como o fenômeno climático vai impactar o país. O El Niño se caracteriza quando acontece o aquecimento anormal da região equatorial do Oceano Pacífico. A elevação da temperatura do mar 0,5 grau Celsius (C°) acima da média já caracteriza a condição. A Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês) confirmou na última semana o início do El Niño. Chuva e seca No Brasil, a temporada será marcada pela concentração de chuva além no normal na Região Sul, enquanto as precipitações ficam mais curtas e menos intensas no Norte e Nordeste, favorecendo a chance de secas. De acordo com o sócio-diretor e meteorologista da Nottus, Alexandre Nascimento, o inverno deve começar com temperaturas mais baixas, mas, “os efeitos do El Niño devem frear as baixíssimas temperaturas neste ano, principalmente de agosto em diante”. Isso acontece porque a combinação de períodos mais secos e ventos do Norte favorece a elevação gradual das temperaturas, especialmente na segunda metade do inverno. Com isso, “a percepção pode ser de um inverno mais ameno”. Alexandre Nascimento pondera que isso não significa que não haverá frio na estação. “El Niño não tem frio? Tem, mas são eventos curtos, muito rápidos”, diz. Ele aponta que algumas áreas da região central do país devem ter a presença dos veranicos, como são chamados os períodos de tempo seco e temperaturas atipicamente elevadas, que ocorrem no meio do outono ou inverno.  El Niño no oceano – Ilustração Nottus/Divulgação Meses e regiões Ao destacar as principais características climatológicas dos próximos meses, o estudo mostra que julho deve ser marcado pelo volume de chuva acima da média entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, a chuva ganha força a partir das áreas do interior. Agosto deve ter maiores concentrações de chuva no extremo norte do país, além da faixa leste do Nordeste e Região Sul, onde os volumes podem superar a média histórica. Entre Minas Gerais, Goiás e no interior do Nordeste, aos poucos se estabelece o período seco, típico desta época do ano. “De agosto em diante, a gente pode começar a ter pelo interior do país ondas de calor”, projeta o meteorologista. Para setembro, o destaque fica para a chuva ganhando força no Sul, superando a média climatológica, enquanto o Nordeste terá precipitação abaixo da média ao longo das faixas leste e norte. Mesmo com a previsão de chuva acima da média na Região Sul, o meteorologista da Nottus não identifica, por ora, a chance de temporais como os que devastaram o Rio Grande do Sul em maio e abril de 2024.  “Sem previsão de eventos extremos, nada comparado àquilo, por enquanto”, pontua. Super El Niño Com base em informações da Noaa, Alexandre Nascimento sustenta que, a partir de setembro até fevereiro de 2027, existe grande chance de o El Niño ser muito forte, quando a elevação da temperatura da água supera 2,5 C°. Preocupado com impactos do que está sendo chamado de “Super El Niño”, o governo federal criou uma Sala de Situação Interministerial para preparar respostas e gerenciar possíveis desastres. Sistema elétrico O El Niño deve persistir até, pelo menos, o primeiro semestre de 2027. Para a empresa de consultoria, é provável que haja efeitos diversos para o sistema elétrico brasileiro, que tem a maior parte da energia gerada por hidrelétricas, ou seja, dependente do regime de chuvas que enchem reservatórios. “Eu acho que, em 2026, o El Niño vai ser até benéfico para o sistema”, diz Nascimento, atribuindo a avaliação à chegada da temporada de chuva no Sul e em partes do Sudeste. No entanto, ele aponta um cenário preocupante para 2027. “No ano que vem, existe uma pressão bem grande, por conta do El Niño, de a gente ter um consumo elevado do primeiro trimestre, por conta de ondas de calor, e não chover tanto no Norte e no Nordeste”, aponta.

Programa de atenção domiciliar amplia cuidado aos idosos no país

Fonte: Agência Brasil Municípios poderão ter incremento de até R$ 10 mil por equipe O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil). A previsão é investir R$ 500 milhões para estruturar e levar equipes multiprofissionais aos lares de idosos que têm limitações funcionais e não podem se deslocar até uma unidade de saúde. As administrações municipais poderão solicitar a criação de novas equipes ou a ampliação das já existentes na atenção básica. Isso inclui o aumento da carga horária de atendimento e a contratação de novos profissionais, incluindo médicos especialistas. Até o momento, 2.733 municípios solicitaram adesão ao Padi Brasil, totalizando o pedido de 3.677 equipes. O repasse mensal para cada equipe poderá ter um incremento de até R$ 10 mil por meio do programa, alcançando o valor de até R$ 57,5 mil mensais, a depender da modalidade da equipe multiprofissional (Ampliada, Complementar ou Estratégica). De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esses grupos de trabalho são compostos por profissionais de saúde de diferentes áreas que atuam de forma integrada às equipes de Saúde da Família. “O idoso vai receber a visita de profissionais especializados com um olhar especial para as condições deles, que têm dificuldades de mobilidade e não conseguem fazer atividades físicas. Serão desde médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais até assistentes sociais”, detalhou o ministro. Segundo o ministro, cada município pode escolher a composição profissional ideal a partir de um cardápio oferecido pelo Ministério da Saúde. O governo federal prevê investir R$ 163,2 milhões em 2026 e R$ 329,3 milhões em 2027. Envelhecimento saudável Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que a expectativa de vida ao nascer no Brasil atingiu 76,6 anos em 2024. Atualmente, 80% da população idosa do país depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimentos médicos. Estima-se que existam cerca de 3 milhões de idosos acamados no território nacional acompanhados pela atenção primária. Segundo o ministro da Saúde, o Padi Brasil se junta a outros programas já existentes para melhorar a qualidade de vida deste grupo da população. “Já temos o Farmácia Popular, que garante remédio para hipertensão, diabetes e as fraldas geriátricas. Também o Mais Especialistas, que está reduzindo o tempo de espera das pessoas para cirurgias e exames especializados. Estamos reorganizando o SUS para cuidar melhor dos idosos no nosso país”, diz Padilha. A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa é considerada uma ferramenta estratégica para monitorar as condições de saúde deste público. Ela está disponível em formato físico e digital, no aplicativo Meu SUS Digital. O ministério também disponibiliza materiais educativos voltados a cuidadores, familiares e profissionais de saúde sobre prevenção de quedas e comunicação relacionada à demência. Homenagem Durante a cerimônia de lançamento, o Ministério da Saúde prestou uma homenagem à médica e advogada Guilhermina Maria Galvão Siqueira Gomes, cuja iniciativa inspirou o programa nacional. Na década de 1990, Guilhermina atuou no Hospital Municipal Paulino Werneck, na Ilha do Governador, onde identificou que pacientes idosos recebiam alta e retornavam frequentemente ao hospital por falta de acompanhamento adequado. A médica liderou, então, a criação do Programa de Atenção Domiciliar (PAD) na unidade, oferecendo assistência médica, de enfermagem, fisioterapia, psicologia e apoio aos cuidadores familiares diretamente nas residências.

Prefeitura de Divinópolis lança processo seletivo para a área da saúde salários de até R$ 7,8 mil

Inscrições seguem até quinta-feira (25) para contratação temporária de profissionais de nível superior em diferentes especialidades da saúde A Prefeitura de Divinópolis abriram  inscrições para um novo processo seletivo na área da saúde com vagas imediatas e salários que chegam a R$ 7,8 mil. A seleção contempla profissionais de nível superior e prevê contratos temporários com possibilidade de ampliação do período de atuação conforme demanda do município. As inscrições começaram nesta quinta-feira (18) e seguem até as 23h59 de  quinta-feira (25). Todo o procedimento ocorre de forma exclusivamente eletrônica. O candidato deverá preencher o formulário disponibilizado pela administração municipal e revisar atentamente as informações antes do envio definitivo. Após a confirmação da inscrição, não haverá possibilidade de alteração dos dados informados. A comprovação das informações declaradas ocorrerá durante a etapa de convocação dos aprovados. O edital contempla oportunidades para médico psiquiatra, com 1 vaga, fonoaudiólogo, com 1 vaga, médico ultrassonografia, com 1 vaga, médico infectologista, com 1 vaga, médico mastologista, com 2 vagas, e terapeuta ocupacional, com 1 vaga. Para os cargos médicos, o processo exige graduação em Medicina, residência na especialidade correspondente e registro profissional válido. No caso da vaga para psiquiatria, também será obrigatório apresentar o Registro de Qualificação de Especialista, o RQE. Para fonoaudiologia e terapia a ocupacional, o requisito inclui graduação específica e registro junto ao conselho da categoria. A classificação ocorrerá por análise de títulos e experiência profissional. A avaliação considerará tempo de atuação na área e formação acadêmica complementar, incluindo doutorado, mestrado e pós-graduação lato sensu concluída. Em situações de empate, terá prioridade o candidato com maior idade, considerando dia, mês e ano de nascimento. Os contratos terão duração inicial de 6 meses. A administração poderá prorrogar os vínculos por mais 6 meses, permitindo atuação por até 1 ano. O processo seletivo permanecerá válido por 12 meses após a divulgação do resultado final e poderá receber prorrogação por igual período conforme necessidade da Secretaria Municipal de Saúde. A abertura da seleção ocorre em um momento de manutenção e reforço dos serviços especializados, ampliando a possibilidade de contratação temporária para áreas consideradas estratégicas no atendimento à população. Fonte: divinews.com

Saúde de Córrego Fundo promove encontro sobre fibromialgia

Fonte: Prefeitura de Córrego Fundo A Secretaria de Saúde de Córrego Fundo realizou, no dia 10 de junho, o evento “Fibromialgia sem limites: saúde, força e esperança”, na Câmara Municipal de Córrego Fundo. A ação reuniu pacientes, profissionais da saúde e membros da comunidade para um momento de informação, acolhimento e conscientização sobre a fibromialgia. A programação contou com a participação de Clisma Queniano, educador físico, maratonista e pós-graduado em Fisiologia do Exercício. Durante a palestra, foram abordados temas relacionados à prática de atividade física, à qualidade de vida e à importância da adoção de hábitos saudáveis para pessoas que convivem com a doença. O evento também contou com o depoimento da córrego-fundense Maria Lúcia Gonçalves, que compartilhou sua experiência de convivência com a fibromialgia. Seu relato trouxe reflexões sobre os desafios enfrentados no dia a dia e destacou a importância do acolhimento, do acompanhamento profissional e do apoio familiar para a qualidade de vida dos pacientes. Na sequência, foi realizada uma roda de conversa com a equipe multiprofissional do município. O espaço permitiu o esclarecimento de dúvidas e a troca de experiências sobre os impactos da fibromialgia no cotidiano, os desafios do tratamento e as estratégias que contribuem para o controle dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida. A iniciativa buscou ampliar o acesso à informação e fortalecer o acolhimento aos pacientes, promovendo conhecimento sobre a condição e incentivando o cuidado contínuo com a saúde. Realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, com apoio da Câmara Municipal de Córrego Fundo, o encontro reforçou a importância da atuação integrada entre os setores públicos na promoção da saúde e do bem-estar da população.

É possível se separar sozinho? Entenda o divórcio unilateral previsto na reforma do Código Civil

A alteração poderá reduzir entraves burocráticos e acelerar o encerramento formal da relação Um projeto de lei em trâmite no Senado Federal propõe uma alteração no Código Civil e pode permitir que casais se divorciem de forma unilateral no Brasil. Assim, será possível que uma pessoa formalize o fim do casamento independentemente da concordância do outro cônjuge. Conforme a proposta, o pedido deverá ser feito e assinado pelo interessado, enquanto a outra parte será notificada pelo cartório e, caso não seja encontrada, a notificação será feita por edital. Na prática, a alteração poderá reduzir entraves burocráticos e acelerar o encerramento formal da relação. De acordo com a advogada Mérces da Silva Nunes, sócia do Silva Nunes Advogados e especialista em Direito de Família e Sucessões, o principal impacto será a desvinculação do divórcio da necessidade de consenso entre as partes. “Com a alteração proposta, basta que um dos cônjuges queira se divorciar e o divórcio será decretado, pois independe da vontade e do consentimento do outro cônjuge. Este seria apenas comunicado, mas não teria poder de impedir a dissolução do vínculo”, complementa. A seguir, Mérces da Silva Nunes esclarece as principais dúvidas sobre a proposta. Confira! 1. O que continuará sendo discutido após o divórcio? A especialista ressalta que o divórcio unilateral não eliminará o direito de discussão sobre os efeitos do término da relação. “Questões como partilha de bens, definição de guarda, convivência, pensão alimentícia e até mesmo a guarda compartilhada de animais de estimação podem ser levadas ao Judiciário caso não haja consenso entre as partes. Ou seja, a dissolução do vínculo e a regulamentação de suas consequências são temas distintos”, afirma. 2. É possível exigir a saída do ex-cônjuge do imóvel? Outro ponto que gera dúvidas é a possibilidade de uma das partes exigir a saída do ex-cônjuge de um imóvel pertencente ao casal. De acordo com a advogada, a proposta não produzirá esse efeito automaticamente. “O divórcio unilateral permitiria apenas que uma pessoa encerrasse o vínculo conjugal sem a concordância da outra, mas não daria, por si só, o poder de expulsar o outro cônjuge de um imóvel que pertence a ambos. O efeito central seria facilitar a dissolução do casamento, não resolver automaticamente questões relacionadas à posse, moradia ou partilha de bens”, esclarece Mérces da Silva Nunes. 3. Como a proposta afeta as uniões estáveis? A proposta não se aplica diretamente às uniões estáveis, uma vez que não existe vínculo matrimonial a ser dissolvido. Ainda assim, a especialista avalia que a mudança reforça o princípio da autonomia individual nas relações familiares. “Embora para a união estável o impacto seja apenas indireto, a possibilidade de exercício unilateral de um direito reforça a ideia de que ninguém é obrigado a permanecer em entidade familiar contra sua vontade”, destaca a advogada. 4. Em quais casos o divórcio unilateral poderá ser anulado? Caso a modalidade seja aprovada, a simples discordância da outra parte não será suficiente para desfazer o divórcio. “A decisão extrajudicial poderá vir a ser desfeita na hipótese de a segunda pessoa tentar desfazer ou anular o ato não porque discorda do divórcio, mas porque houve algum vício jurídico relevante, como assinatura falsa, documento adulterado, procuração fraudulenta, ausência de notificação válida ou descumprimento de requisito legal obrigatório”, conclui. Fonte: O Antagonista