HÁBITOS: SEU CÉREBRO NÃO CONTA DIAS, ELE APRENDE COM REPETIÇÕES

Por: Gilmara Melo | Mentora Estratégica | Gerontóloga Você já ouviu que são necessários 21 dias para criar um novo hábito? Essa ideia se tornou tão popular que parece uma regra. Mas a ciência mostra algo diferente: não existe um número mágico de dias para transformar um comportamento em hábito. Um estudo conduzido por Phillippa Lally e colaboradores acompanhou pessoas durante 12 semanas para observar como novos comportamentos se tornavam automáticos. O tempo variou bastante entre os participantes. A média encontrada foi de aproximadamente 66 dias, mas isso não significa que todo hábito precise de 66 dias. O tempo depende do comportamento, da pessoa, da rotina e da frequência com que ele é repetido. Então, por que o cérebro precisa de repetição? Porque hábitos são construídos por aprendizagem. Quando realizamos uma ação pela primeira vez, precisamos prestar atenção, pensar nos passos e tomar uma decisão. Com a repetição, especialmente quando o comportamento acontece em um contexto semelhante, o cérebro começa a reconhecer aquele padrão e a torná-lo progressivamente mais automático. É uma forma de eficiência. O cérebro aprende a economizar esforço mental em comportamentos que se tornam familiares. E isso vale tanto para hábitos que queremos construir quanto para aqueles que gostaríamos de abandonar. Pense nas pequenas coisas que você repete diariamente: adiar uma tarefa, pegar o celular diante de qualquer distração, deixar decisões para depois ou, ao contrário, organizar suas prioridades, reservar um tempo para estudar ou começar o dia planejando. O que você repete, você ensina ao seu cérebro. Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja: “Quantos dias preciso para criar um hábito?” Mas: “O que estou ensinando ao meu cérebro todos os dias?” Mudar um comportamento não depende apenas de força de vontade. Depende de consciência, estratégia, ambiente e consistência. E se um dia você falhar, isso não significa que perdeu todo o progresso. Retomar também faz parte do processo. Não precisamos buscar a perfeição. Precisamos construir repetição suficiente para que o novo comportamento encontre espaço na nossa rotina. Porque uma mudança sustentável não acontece de uma vez. Ela acontece uma escolha, uma repetição e um dia de cada vez. Antes de mudar um hábito, observe seus padrões. Talvez a transformação comece justamente quando você deixa de agir no automático e passa a escolher, com mais clareza, aquilo que deseja repetir. Seu cérebro não conta dias. Ele aprende com repetições. E a pergunta permanece: O que você está ensinando ao seu cérebro hoje?
Veja a cobertura completa : Oficina do Ser Celebra 15 Anos com Evento de Sucesso

Fotos e texto oesteinfoco Na última quinta-feira, 25 de agosto, a Oficina do Ser celebrou seu 15º aniversário em um evento que obteve êxito absoluto. Conduzida pela psicóloga Luciane Saporetti, responsável por uma palestra inspiradora, a ocasião reuniu participantes e comunidade em um momento de confraternização e reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de mais de uma década. O êxito da celebração não é um fato isolado, mas o reflexo de uma trajetória consistente. A iniciativa consolidou-se como um pilar comunitário, demonstrando que projetos sociais, quando bem estruturados, geram impactos profundos e duradouros. A presença expressiva do público evidenciou a confiança depositada na instituição. Ao completar 15 anos, a Oficina do Ser renova sua missão de transformar vidas. A atuação da psicóloga Luciane Saporetti tem sido fundamental, unindo acolhimento e profissionalismo para promover o desenvolvimento emocional dos participantes. Esse modelo comprova que uma sociedade mais saudável passa por iniciativas como esta. A celebração serviu como lembrete do valor do trabalho contínuo. A Oficina do Ser segue firme em seu propósito, reafirmando seu compromisso com a comunidade e pavimentando um futuro promissor. CLICK NAS FOTOS PARA ABRIR
O ponto que interessa: Lula sabia das atividades de Lulinha em Brasília?

Lula afirma que nunca soube das atividades de Lulinha em Brasília, mas a lobista Roberta Luchsinger teria lhe dito que era sócia do filho O jornalista André Shalders, colega de Metrópoles, publicou uma reportagem sobre mais um efeito do magnetismo animal de Lulinha. É sempre impressionante: bastava conhecer o rapaz, ainda que por interposta pessoa, a lobista Roberta Luchsinger, e uma empresa inexpressiva passava a gozar da razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria junto ao governo do seu pai, multiplicando grandes contratos regados a dinheiro público. Na história levantada pelo jornalista, a empresa dedica-se a design e a coreografia. Faz pensar que pertence, sei lá, a uma sílfide esvoaçante, mas não. O seu dono é o senhor Marcelo Checon. Até Lula iniciar o seu terceiro mandato como presidente da República, a empresa MChecon tinha um único contrato com o governo federal, no valor de R$ 197 mil, assinado em 2022, durante a gestão de Jair Bolsonaro. O talento para o design e para a coregrafia de Marcelo Checon só foi devidamente reconhecido depois que o pai de Lulinha voltou ao Palácio do Planalto. De lá para cá, a empresa desse senhor fechou 13 contratos governamentais que totalizam R$ 63,4 milhões. Para quê? “Entre outros trabalhos, a empresa produziu a Casa Brasil em Belém, durante a COP30, no fim do ano passado, e a Casa Brasil em Paris, durante os Jogos Olímpicos de 2024”, relata André Shalders. Na vida real, segundo o jornalista, os R$ 63,4 milhões fechados no papel renderam R$ 84,2 milhões em pagamentos à MChecon Design e Coreografia. O nome de Marcelo Checon veio à tona porque Roberta Luchsinger afirmou, em mensagem obtida pela PF, ter dito a Lulinha que a despesa mensal de R$ 100 mil com a casa alugada para ele em Brasília a impedia de continuar lhe proporcionando passagens aéreas internacionais. O filho do presidente da República teria respondido, de acordo com a lobista, que iria “ficar pedindo pro Cleber (Ribas) e pro Checon”. O primeiro é outro empresário alcançado pelo magnetismo animal de Lulinha. Naquele design e coreografia habituais, Lula afirma nunca ter tido conhecimento das intensas atividades de Lulinha e de Roberta Luchsinger em Brasília, mas fato é que o seu então chefe de gabinete, Marcola, funcionário de extrema confiança do chefão petista, recebia dinheiro da sócia do filho do presidente para abrir portas no governo federal. Mais: em 2024, a própria lobista afirmou a um interlocutor, em outra mensagem de WhatsApp obtida pela PF, que recusou um convite de Lula para integrar o governo, deixando claro que preferia continuar na sociedade com Lulinha e o indefectível Fernando Bittar. “Sabe, fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar. Eu disse: onde eu tô. Na minha sociedade com Fábio (Lulinha) e Fernando (Bittar)”, escreveu literalmente Roberta Luchsinger. Repita-se: é preciso investigar se Lula sabia mesmo da sociedade oculta de Lulinha e do suposto tráfico de influência feito pelo rapaz— esse é o nome que se dá a magnetismo animal no Código Penal. Tudo o mais é secundário. Fonte: Metrópoles
Prefeitura de Formiga divulga relação final de inscritos e local da prova do Processo Seletivo nº 007/2026

Fonte: Prefeitura de Formiga A Prefeitura de Formiga, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento, Administração e Gestão e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano, divulga a relação final de inscritos e o local de realização da prova do Processo Seletivo Simplificado nº 007/2026, destinado ao cargo de Psicólogo Social. A prova será realizada no dia 2 de setembro de 2026, às 19h, na Escola Municipal Lídia Braga, situada à Praça Daniel Nascimento Lindo, nº 30, Bairro Rosário, Formiga-MG. Os candidatos devem comparecer ao local com antecedência e acompanhar as publicações oficiais para obter todas as informações referentes à realização da prova. Confira a Relação completa de inscritos: inscritos para publicar (1).pdf
Participantes do Mais Motoristas têm até 3/9 para enviar documentos

Fonte: Agência Brasil Informações devem ser passadas pelo Portal do Cliente do Sest/Senat Os cerca de 138 mil participantes do Programa Mais Motoristas 2026 têm até o dia 3 de setembro para enviar a documentação exigida no edital. A remessa dos dados deve ser feita por meio do Portal do Cliente do Sest/Senat, a partir das informações de cadastro repassadas no momento da inscrição. Antes de concluir o procedimento, é importante conferir se todos os documentos estão corretos, legíveis e dentro das especificações solicitadas. O processo seletivo serve aos motoristas que vão mudar a categoria de habilitação para as classes C, D e E. Documentos necessários: Documentos Após o envio, os documentos passarão pela etapa de validação, que é eliminatória. As convocações dos candidatos aptos para o início da formação ocorrerão posteriormente, de acordo com os critérios e com o cronograma estabelecidos no programa. Os candidatos que atenderem aos requisitos poderão ser convocados para a formação até 2029, conforme previsto no edital. As informações e eventuais convocações serão comunicadas pelo e-mail cadastrado e divulgadas nos canais oficiais do Sest/Senat. Em caso de dúvidas durante o envio da documentação, o candidato pode entrar em contato com o Sest/Senat pelo Fale Conosco no site. Programa Em 2026, o Programa Mais Motoristas registrou adesão histórica de aproximadamente 138 mil candidatos. Todos interessados em mudar de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e se qualificar para atuar como motorista profissional. O programa financia a mudança de categoria da CNH para as classes C, D e E, além de oferecer capacitação profissional. Para participar, é necessário ter pelo menos 19 anos, ter CNH válida e não ter cometido infração gravíssima nos 12 meses anteriores à inscrição. As inscrições para a edição 2026 foram encerradas em 14 de julho.
Rir, viver e florescer: o papel das emoções positivas

Diogo Damocles Pereira da Silva / Psicólogo / oesteinfoco Quando foi a última vez que você deu uma boa risada? Daquelas que fazem os olhos lacrimejarem, a barriga doer e, por alguns instantes, fazem as preocupações parecerem um pouco menores? O riso é uma experiência simples, mas pode estar relacionado a aspectos importantes do bem-estar. Pesquisas têm investigado sua relação com a redução do estresse, o relaxamento e a qualidade das relações sociais. Mais do que uma reação ao humor, rir pode representar uma oportunidade de experimentar emoções positivas e fortalecer conexões com outras pessoas. É nesse contexto que a Psicologia Positiva, associada ao trabalho do psicólogo Martin Seligman, oferece uma perspectiva importante. O campo busca compreender não apenas o sofrimento psicológico, mas também as condições que permitem às pessoas desenvolver forças, construir relações significativas e florescer. Seligman propôs o modelo PERMA, que apresenta cinco elementos relacionados ao bem-estar: Nesse sentido, viver bem não significa viver sem problemas. Emoções negativas fazem parte da existência humana e não precisam ser negadas. A proposta é ampliar nosso repertório, reconhecendo que, mesmo diante das dificuldades, podemos desenvolver recursos psicológicos, fortalecer vínculos, encontrar significado e cultivar experiências positivas. O riso pode ser uma dessas experiências. Uma conversa descontraída, um encontro com alguém querido, uma lembrança agradável ou simplesmente aquele momento em que conseguimos rir de nós mesmos podem produzir pequenas pausas em meio à rotina e favorecer a conexão com aquilo que também existe de bom em nossa vida. A Psicologia Positiva nos lembra, portanto, que cuidar da saúde mental não significa apenas reduzir o sofrimento. Significa também construir condições para uma vida com mais bem-estar, propósito, relações significativas, engajamento e realização. Talvez não possamos escolher todas as circunstâncias que encontramos ao longo da vida. Entretanto, podemos desenvolver novas formas de percebê-las, enfrentá-las e construir respostas mais conscientes. Por isso, talvez a pergunta inicial mereça ser ampliada: Quando foi a última vez que você riu? Quando foi a última vez que se sentiu verdadeiramente conectado? Quando foi a última vez que percebeu que sua vida também é feita de pequenas conquistas e momentos de significado? Porque uma vida significativa não é aquela que está livre de dificuldades. É aquela que, mesmo diante delas, ainda encontra espaço para sorrir, amar, aprender, conectar-se e florescer. Diogo Damocles Pereira da SilvaPsicólogo
A Consolidação de um Legado: Oficina do Ser Celebra 15 Anos com Reflexão e Solidariedade

Por: oesteinfoco Fotos : Paulo Henrique Jorge A noite de 25 de agosto consolidou, mais uma vez, o papel da Oficina do Ser como um dos mais relevantes projetos de desenvolvimento humano e responsabilidade social da região. Realizado no auditório da ACIF/CDL, o evento comemorativo dos 15 anos da iniciativa reuniu mais de uma centena de participantes e reafirmou a trajetória de um projeto que transcendeu sua origem pontual para se tornar uma tradição filantrópica estruturada. Em um contexto social marcado pela aceleração digital e pela sobrecarga de estímulos, a continuidade e a adesão do público a essa proposta evidenciam a pertinência e a necessidade de espaços dedicados ao bem-estar emocional. A palestra da noite, intitulada “Como Viver Bem em Tempos Ansiosos”, foi conduzida pela psicóloga Luciane Saporetti, cuja experiência na área conferiu ao encontro um elevado nível de profundidade técnica e aplicabilidade prática. Ao longo de aproximadamente duas horas, os participantes foram conduzidos a uma análise detalhada dos mecanismos da ansiedade, distanciando-se de abordagens superficiais comuns no debate contemporâneo. A exposição priorizou uma didática acessível, apresentando ferramentas concretas para o manejo emocional no cotidiano profissional e pessoal. Essa abordagem direta e fundamentada é um dos diferenciais que explicam a longevidade do projeto, que ano após ano consegue traduzir conhecimento científico em ações práticas para a audiência. Outro aspecto que distingue a Oficina do Ser é sua engenharia comunitária de mobilização. A inscrição, realizada de forma colaborativa por meio de grupos de WhatsApp, demonstra a capilaridade e o alcance da iniciativa, que dispensa estruturas burocráticas em favor de uma comunicação fluida e direta com o público. Esse modelo de organização não apenas facilita o acesso, mas também fortalece o senso de pertencimento dos participantes. A contrapartida social, materializada na doação de 2 kg de feijão como entrada, conecta de maneira inteligente a experiência individual de autoconhecimento a uma causa coletiva de segurança alimentar. O alimento arrecadado é destinado a instituições filantrópicas da região, criando um ciclo virtuoso: o participante investe em sua saúde mental enquanto contribui ativamente para a mitigação de vulnerabilidades sociais. A relevância do evento, contudo, não se limita ao seu impacto imediato. Ao completar 15 anos, a Oficina do Ser demonstra consistência e adaptabilidade, qualidades essenciais para qualquer projeto de longo prazo. A manutenção de uma audiência expressiva ao longo de mais de uma década indica que a iniciativa preenche uma lacuna real na comunidade, oferecendo um espaço de acolhimento e aprendizado contínuo. A parceria com a ACIF/CDL, que cedeu sua estrutura, também merece destaque, pois evidencia a sinergia entre o setor empresarial e as demandas sociais, um modelo de atuação que pode servir de referência para outras localidades. A edição comemorativa da Oficina do Ser não foi apenas uma celebração de um aniversário, mas a confirmação de um compromisso. O evento reafirma que o cuidado com a saúde mental e a solidariedade prática não são pautas concorrentes, mas complementares. Ao unir conhecimento especializado, mobilização comunitária e ação filantrópica, a iniciativa prova que é possível construir soluções sustentáveis para problemas complexos. Que os próximos 15 anos sigam o mesmo caminho de acolhimento, aprendizado e transformação social. Ainda hoje será postada a galeria das fotos da cobertura do evento.
Prefeitura de Formiga promove intervenções para melhorar segurança e mobilidade no trânsito

Fonte: Prefeitura de Formiga Mais segurança para quem dirige. Mais organização para quem circula. Mais mobilidade para todos. A Prefeitura de Formiga, por meio da Secretaria de Obras e da Superintendência Municipal de Trânsito, realiza novas intervenções em diferentes pontos da cidade, atendendo a solicitações da população e do Poder Legislativo. As ações incluem instalação de redutor de velocidade, revitalização da sinalização viária, implantação de área de carga e descarga e organização do estacionamento, contribuindo para tornar as vias mais seguras, organizadas e funcionais. São melhorias que fazem diferença no dia a dia de motoristas, pedestres, comerciantes e moradores, promovendo um trânsito mais seguro e uma cidade melhor para todos. Formiga avança ouvindo quem vive e circula pela cidade!
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 25 milhões nesta quinta

Fonte: Agência Brasil Apostas podem ser feitas até às 20h A Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira (27) prêmio estimado em R$ 25 milhões. As seis dezenas do concurso 3.050 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo. As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) de hoje em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6. No último concurso, foram sorteados os números 06 – 13 – 36 – 43 – 53 – 55 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.
Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa

Maioria dos fumantes mantêm outros hábitos prejudiciais à saúde Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus. Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país. A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos entrevistados declarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%). Além disso, os dados apontam que grande parte da população está exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça eleva as chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos que jamais fumaram. Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos. Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as demais idades também necessitem de cuidado. Outras Categorias A população com mais de 60 anos lidera o índice de ex-fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%). Entre as regiões do país, o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%). A pesquisa também demonstra que o consumo de cigarros está atrelado a fatores socioeconômicos. Os entrevistados que possuem renda salarial de até um salário mínimo apresentam a maior taxa de tabagismo, com 19%. Já em relação ao nível de escolaridade, aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental também apresentam o maior índice de tabagismo, com 21%. O estudo indica ainda uma forte relação entre o tabagismo e outros comportamentos de risco: 84% dos fumantes relataram manter até quatro hábitos prejudiciais à saúde no cotidiano, destacando-se o sedentarismo e a ingestão exagerada de frituras e produtos ultraprocessados. Em contrapartida, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmam não ter nenhum hábito prejudicial à saúde, o dobro do índice observado entre os fumantes (9%). Já os ex-fumantes lideram a categoria de apenas um hábito ruim (44%) e apresentam baixas taxas de múltiplos deslizes. O cenário sugere que abandonar o cigarro costuma vir acompanhado de uma reestruturação ampla do estilo de vida, restando apenas um deslize residual na rotina. Outro dado do estudo revela que 63% dos fumantes classificam a própria saúde como “ótima” ou “boa”. Essa percepção positiva supera inclusive a das pessoas que jamais fumaram (61%), ainda que a diferença esteja contida na margem de erro, demonstrando que os fumantes se consideram tão saudáveis quanto os não fumantes.