Por: Diogo Damocles- Psicólogo /oesteinfoco
A vida não é linear. Ela não segue uma linha reta nem permanece constante. Nossa trajetória é composta por fases, ciclos e mudanças, e aprender a viver cada etapa talvez seja um dos maiores desafios da existência.
O escritor Spencer Johnson, em seu livro Picos e Vales, utiliza uma metáfora muito interessante: em alguns momentos estaremos no topo da montanha; em outros, caminharemos pelos vales. Nem sempre podemos controlar os acontecimentos externos, mas podemos escolher como reagir a eles. Existem momentos de conquistas e períodos de dificuldades, e ambos fazem parte da vida.
A Psicologia nos mostra que a forma como interpretamos os acontecimentos influencia diretamente nossas emoções. Já a Neurociência demonstra que o cérebro possui uma capacidade chamada neuroplasticidade, ou seja, somos capazes de aprender, adaptar-nos e desenvolver novos recursos emocionais ao longo da vida.
Um exercício conhecido como Roda da Vida também nos ajuda a compreender essa dinâmica. Em determinadas fases, a família será prioridade; em outras, a carreira, os relacionamentos, a saúde ou o desenvolvimento pessoal. O equilíbrio não significa dar atenção igual a tudo o tempo todo, mas entender que as prioridades mudam conforme cada momento.

Hoje, olhando para minha própria trajetória, percebo o quanto as etapas se transformam. Há alguns anos, minha principal preocupação era enfrentar uma cirurgia cardíaca de alta complexidade. Atualmente, vivo uma fase de maior organização, autoconhecimento e cuidado com a saúde física e mental.
Isso é bom ou ruim? Talvez não seja nem uma coisa nem outra. Apenas é a etapa que estou vivendo.
Fica, então, uma reflexão: a vida é feita de mudanças, e cada fase exige novas versões de nós mesmos. Nada é permanente. Por isso, aproveite o caminho, valorize o processo e compreenda que viver bem não significa alcançar uma perfeição constante, mas aprender a encontrar significado em cada etapa da jornada.





