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Formiga registra alta, inflação de 0,66% em maio

Alta dos preços na cidade foi maior em comparação com abril, que marcou 0,58%

O Índice de Preços ao Consumidor de Formiga (IPC-FGA) referente a maio deste ano registrou uma inflação de 0,66%, valor maior do que o marcado em abril, de 0,58%. Em comparação ao país, a alta dos preços na cidade também foi maior, já que o IPCA-Brasil registrou 0,58% no mês passado.
As informações são do boletim do IPC-FGA, divulgado pelo Unifor e que visa mensurar e divulgar a variação dos preços no município. O IPC-FGA se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, cuja pessoa de referência é assalariada, e é obtido a partir das fórmulas empregadas pelo IBGE no cálculo do IPCA, sendo os fatores de impacto (pesos) de cada item adaptados a partir de Belo Horizonte. O Unifor informou que são coletados, entre os dias 05 e 15 de cada mês, os preços médios de 209 itens, divididos em 9 grupos, nos 4 estabelecimentos de maior relevância econômica da cidade.
“Nos últimos 12 meses, o IPCA-Brasil acumulou alta de 4,72%; já o IPC-FGA também seguiu a tendência de alta, registando 4,62%. Em 2026, o IPCA-Brasil acumulado é de 3,20%, enquanto o IPC-FGA já chega a 3,39%. O custo dos alimentos não passou despercebido. Belo Horizonte, cidade referência para este projeto, registrou uma grande alta no custo da cesta básica (CCB-BH), chegando a R$825,99. Em Formiga, o custo da cesta básica (CCB-FGA) também subiu, passando para R$779,75, reduzindo ainda mais a diferença percentual entre as duas cidades, chegando a apenas 5,93%, a menor diferença observada desde o início deste projeto, em 2022”, acrescenta o boletim.

A inflação
Em maio, dos 9 grupos pesquisados, 7 apresentaram variação positiva e 2 deflação. Mais uma vez, o grupo “Alimentação e Bebidas” liderou o grupo dos inflacionários, registrando alta de 0,21%. “Merecem destaque as expressivas altas da batata-inglesa (37,61%), do tomate (27,28%) e da cebola (15,77%), além dos aumentos observados nas carnes e no leite longa vida. Em contrapartida, alguns produtos apresentaram redução de preços, como os iogurtes (5,88%), a maçã (4,82%) e o café moído (3,91%)”, destaca o boletim. 
Em seguida, o grupo “Habitação” anotou alta de 0,14%, o que se deve ao aumento da energia elétrica (por conta das bandeiras tarifárias), mas não se restringiu a ela. Também contribuíram para a elevação dos preços nesse grupo as despesas condominiais (9,48%), aluguéis (sobretudo, residenciais, com 4,88%) e custos gerais de manutenção das residências. Na sequência, aparece o grupo “Saúde e Cuidados Pessoais”, que registrou um aumento de 0,12%, impulsionado pelos aumentos nos preços dos produtos de higiene pessoal (2,06%) e dos produtos médico-farmacêuticos (0,31%), ambos com forte fator de impacto. No grupo “Vestuário”, os preços registraram alta de 0,11%, resultado associado aos reajustes observados em roupas (4,33%), calçados (3,21%) e acessórios (3,04%). Na sequência, o grupo “Despesas Pessoais” registrou alta de 0,06% refletindo, mais uma vez, os reajustes observados nos serviços de estética masculina e feminina, os quais, segundo os profissionais ouvidos, decorrem da elevação dos custos operacionais. Um outro grupo inflacionário foi “Artigos de Residência”, anotando 0,04%, o que se deve a alta determinados itens de mobiliário (como os sofás, com 3,68% e produtos de cama, mesa e banho, com 2,74%), influenciados pelo aumento dos custos de produção e comercialização. No entanto, as reduções observadas nos preços de eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e outros bens duráveis contrabalancearam os percentuais inflacionários deste grupo. Fechando o bloco inflacionário, o grupo “Transportes” surpreendeu e registrou alta de apenas 0,01%, comportamento que reflete a estabilidade observada nos preços da gasolina ao longo do período, bem como a redução dos preços de outros combustíveis como o diesel e o etanol. Dessa forma, os custos relacionados à mobilidade e ao transporte mantiveram-se praticamente inalterados no município, evidenciando um cenário de equilíbrio nos gastos com deslocamento das famílias e nas atividades econômicas dependentes do transporte. 
Ainda de acordo com o boletim, apenas dois grupos apresentaram deflação, o que foi pouco expressivo. A maior redução foi observada para o grupo “Comunicação” (0,02%). Esse resultado pode ser atribuído principalmente à intensificação da concorrência entre operadoras de telefonia móvel, internet e serviços de comunicação digital, que frequentemente adotam estratégias promocionais para atrair e fidelizar clientes. Além disso, a oferta de pacotes combinados de internet, telefonia e streaming, associada a descontos temporários e reajustes menos intensos do que os observados em outros setores da economia, contribuiu para a estabilidade e a ligeira redução dos preços. Por fim, o grupo “Educação” também registrou queda de 0,01%, evidenciando um cenário de estabilidade nos gastos relacionados ao ensino. Esse resultado pode estar associado à manutenção dos valores das mensalidades escolares após os reajustes tradicionalmente concentrados no início do ano letivo, bem como as promoções em cursos livres, materiais didáticos e serviços educacionais complementares.

Fonte: O Pergaminho

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