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Messi é autista? Entenda a origem da especulação divulgada por Romário e sobrinho de Jorge Amado

Rumor que acompanha o craque argentino há mais de uma década já foi desmentido por familiares e pelo médico que tratou Messi na infância

Toda vez que o nome de Lionel Messi está nos holofotes, um antigo boato volta a circular nas redes sociais: o craque argentino teria sido diagnosticado com autismo na infância. A informação é falsa. Messi nunca recebeu um diagnóstico público de autismo ou de qualquer condição do espectro autista, apesar do que já foi publicizado por um grande craque brasileiro.

Conforme já confirmado pelo próprio jogador, a única condição de saúde reconhecida por ele é a deficiência do hormônio do crescimento (GHD), identificada ainda na infância, quando ele vivia na cidade de Rosário, na Argentina. O tratamento foi realizado com aplicações hormonais antes da transferência para as categorias de base do Barcelona.

O endocrinologista Diego Schwarzstein, responsável pelo tratamento de Messi quando criança, já negou publicamente que o argentino tenha recebido diagnóstico de autismo. Segundo o médico, “Leo nunca foi diagnosticado com Asperger ou qualquer outra forma de autismo”, classificando o rumor como “realmente ridículo” ao UOL Esporte em 2013.

Como surgiu a especulação

O boato ganhou força em 2013, enquanto Lionel Messi atuava pelo Barcelona, na Espanha. Uma das fontes a divulgar a informação foi o ex-jogador Romário, agora senador e comentarista na Copa de 2026, que afirmava que o argentino tem síndrome de Asperger (atualmente unificada sob o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista).

Romário ajudou a divulgar fake news sobre Messi. Reprodução/Redes sociais.

A informação, que também foi usada por Romário em uma entrevista, era baseada em uma matéria do jornalista Roberto Amado, sobrinho do escritor Jorge Amado. O texto original foi publicado no site Poucas Palavras em 28 de agosto de 2013, e dizia que Messi foi diagnosticado com Asperger aos 8 anos.

Sem qualquer evidência clínica, a matéria se baseava em características como a timidez e o comportamento reservado do argentino fora de campo. As características, no entanto, não constituem diagnóstico médico — o que depende de avaliação clínica realizada por profissionais especializados e não somente observações do comportamento de uma pessoa.

Ainda segundo Romário, o pai de Messi, Jorge Horacio, teria ameaçado processá-lo após a publicação. “Fica aqui a informação: de acordo com o pai do Messi, ele não tem autismo. Não sou médico para confrontar a informação”, afirmou o ex-jogador de futebol e político em outra postagem.

Até hoje, não existe qualquer evidência clínica ou declaração oficial que comprove que Lionel Messi seja autista. O que há de confirmado é o tratamento para deficiência do hormônio do crescimento na infância e uma carreira histórica que, na Copa do Mundo de 2026, ganhou mais um capítulo com o recorde de maior artilheiro da história dos Mundiais.

Fonte: O Tempo

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