O sacerdote dehoniano, professor, pesquisador e escritor Pe. Rarden Pedrosa, SCJ, natural de Formiga, Minas Gerais, apresenta ao público dois novos trabalhos literários: Deus, por que o câncer?, publicado pela Editora Santuário, e Edith Stein: a mulher antes do hábito, obra resultante de sua pesquisa acadêmica sobre a trajetória intelectual e educacional de uma das grandes pensadoras do século XX.
Membro da Academia Formiguense de Letras, na qual ocupa a cadeira nº 11, cujo patrono é o Pe. Hênio dos Santos, o escritor formiguense construiu uma trajetória marcada pela dedicação à vida religiosa, à educação, à pesquisa e à literatura. Atualmente, exerce seu ministério sacerdotal na Paróquia Nossa Senhora da Candelária, na cidade de São Paulo, conciliando suas atividades pastorais com a produção intelectual. Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Pe. Rarden possui formação em Filosofia e Teologia, além de especializações nas áreas educacional e filosófica.
Os dois novos lançamentos apresentam propostas distintas, mas compartilham uma preocupação central que acompanha sua produção literária: compreender o ser humano, suas inquietações, seus desafios e sua permanente busca por sentido. Entretanto, é especialmente com o lançamento de Deus, por que o câncer? que o sacerdote se aproxima de uma das experiências mais delicadas da existência: a dor de quem enfrenta uma doença grave e a angústia daqueles que acompanham o sofrimento de alguém que amam.
“DEUS, POR QUE O CÂNCER?”: QUANDO O SOFRIMENTO SE TRANSFORMA EM UMA PERGUNTA DIRIGIDA A DEUS
Existem perguntas que nascem da curiosidade e outras que surgem da alma. Algumas podem ser respondidas com facilidade, enquanto outras acompanham o ser humano durante toda a existência. A pergunta que dá título ao novo livro de Pe. Rarden pertence justamente a essa segunda categoria.
Diante de um diagnóstico de câncer, a vida pode transformar-se radicalmente. Os projetos são interrompidos, as certezas são abaladas e o futuro, antes aparentemente previsível, passa a ser acompanhado por dúvidas, medos e expectativas. Nesse cenário, uma pergunta frequentemente emerge entre aqueles que recebem o diagnóstico e seus familiares: por que Deus permite tanto sofrimento? É justamente nesse território, marcado pela fragilidade humana e pela busca de sentido, que se desenvolve a proposta de Deus, por que o câncer?.
A inspiração da obra está relacionada à necessidade de acolher uma pergunta que atravessa a experiência de inúmeras famílias. A proximidade com o sofrimento humano, dimensão presente no exercício do ministério sacerdotal, oferece uma perspectiva pastoral para abordar uma realidade que ultrapassa as explicações científicas e alcança também os sentimentos, as relações familiares e a espiritualidade.
O livro nasce, portanto, de uma inquietação profundamente humana e religiosa: como falar de Deus quando a vida parece perder suas certezas? Como compreender a esperança quando o sofrimento ocupa o lugar dos projetos? Como continuar acreditando quando as orações parecem encontrar apenas o silêncio?
Mais do que apresentar respostas prontas para essas perguntas, Pe. Rarden propõe uma caminhada espiritual que reconhece a legitimidade da dor, das dúvidas e dos questionamentos. A obra procura aproximar a reflexão teológica da experiência concreta daqueles que enfrentam a enfermidade, respeitando suas fragilidades e reconhecendo que cada pessoa possui sua própria maneira de atravessar o sofrimento.
A mensagem central do livro está sintetizada nas palavras escolhidas para sua apresentação: “Este livro é um convite a peregrinar o calvário da doença, sustentado por uma presença fiel, capaz de transformar a travessia em encontro e a noite escura em presença divina.” A imagem do Calvário ocupa um lugar significativo nessa reflexão. Na tradição cristã, o sofrimento de Jesus Cristo revela um Deus que participa da condição humana, conhece a experiência da dor e permanece próximo daqueles que sofrem.
A partir dessa perspectiva, a obra convida o leitor a compreender que a fé ultrapassa a expectativa de respostas imediatas e pode transformar-se em uma experiência de companhia, confiança e esperança.
O livro procura mostrar que, mesmo diante das situações mais difíceis, a espiritualidade pode oferecer caminhos para reconhecer a presença divina e encontrar forças para continuar.
Escrever sobre o câncer exige sensibilidade, responsabilidade e respeito pelas histórias de quem enfrenta a doença. Trata-se de uma enfermidade que desperta temores profundos e alcança dimensões físicas, emocionais, familiares e espirituais. Cada diagnóstico possui uma história. Cada paciente enfrenta uma realidade particular. Cada família encontra sua própria maneira de atravessar os períodos de tratamento, as incertezas e as expectativas. É justamente essa complexidade que torna a temática do livro especialmente delicada. A proposta de Deus, por que o câncer? representa um desafio teológico e pastoral: abordar o sofrimento sem reduzi-lo a explicações simplistas e falar de esperança respeitando a profundidade das experiências humanas.
Por isso, o livro se dirige tanto às pessoas diagnosticadas com câncer quanto aos familiares, amigos, cuidadores e profissionais que convivem diariamente com essa realidade. A obra apresenta uma espiritualidade fundamentada na presença, no cuidado e na solidariedade. Nesse percurso, a esperança cristã adquire um significado especial: ela se manifesta na confiança em Deus, no amor que permanece, na coragem para enfrentar cada etapa do tratamento e na capacidade de reconhecer que a dignidade humana permanece intacta mesmo nos momentos de maior fragilidade. A reflexão proposta também alcança aqueles que experimentaram a perda de alguém querido e continuam buscando caminhos para compreender a ausência e reconstruir a esperança. O livro é dedicado especialmente:
“A todos que, na noite do sofrimento, descobriram a profundidade da fé, da esperança e da entrega a Deus.”
Ao abordar uma pergunta que tantas famílias já fizeram, o sacerdote formiguense procura aproximar a teologia da realidade cotidiana e apresentar uma reflexão acessível sobre um tema que envolve toda a sociedade. A publicação pela Editora Santuário amplia o alcance dessa proposta, levando ao público uma obra dedicada à espiritualidade cristã e às grandes inquietações humanas.
“EDITH STEIN: A MULHER ANTES DO HÁBITO”: UMA HISTÓRIA DE CORAGEM, EDUCAÇÃO E BUSCA PELA VERDADE
O segundo lançamento do sacerdote formiguense apresenta uma temática diferente, mas igualmente relacionada à dignidade humana, à busca pela verdade e à coragem diante das adversidades. Intitulado Edith Stein: a mulher antes do hábito, o livro é resultado de uma pesquisa histórico-documental desenvolvida por Pe. Rarden durante seu mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
A obra apresenta uma reconstrução da trajetória de Edith Stein, filósofa alemã de origem judaica, educadora, conferencista e intelectual que posteriormente ingressou na Ordem Carmelita, adotando o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. Canonizada pelo Papa João Paulo II em 11 de outubro de 1998, Edith Stein tornou-se amplamente conhecida por sua trajetória religiosa e por sua morte em Auschwitz-Birkenau, durante a perseguição nazista.
Entretanto, o trabalho de Pe. Rarden procura iluminar uma dimensão de sua biografia que merece especial atenção: a mulher que existiu antes do ingresso no Carmelo. O livro recupera sua formação intelectual, sua atuação como professora, seu envolvimento com questões educacionais e suas conferências dedicadas à formação humana e à condição feminina. Com especial atenção ao período compreendido entre 1926 e 1933, a publicação apresenta Edith Stein como uma mulher que participou ativamente dos debates de seu tempo, defendendo a importância da educação, da formação integral e do reconhecimento da mulher na sociedade.
Para desenvolver a pesquisa, o sacerdote recorreu a fontes históricas, conferências, correspondências, jornais e publicações da época, procurando reconstruir o contexto no qual a filósofa desenvolveu sua atuação intelectual e educacional. A obra oferece, portanto, uma contribuição acadêmica para os estudos sobre Edith Stein, ao mesmo tempo que aproxima o público de uma personagem cuja trajetória continua despertando interesse na filosofia, na educação, na história e na espiritualidade. A proposta é apresentar a mulher, a professora e a intelectual que, antes de vestir o hábito carmelita, já havia construído uma trajetória marcada pela coragem e pelo compromisso com a verdade.
DE FORMIGA PARA A VIDA SACERDOTAL, ACADÊMICA E LITERÁRIA
Os dois lançamentos representam mais um capítulo na trajetória do formiguense Pe. Rarden Pedrosa, religioso da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, conhecidos como Dehonianos. Ordenado sacerdote em 16 de dezembro de 2017 na Matriz São Vicente Férrer, Pe. Rarden construiu sua caminhada religiosa e acadêmica conciliando o ministério sacerdotal com o interesse pela educação, pela filosofia, pela teologia e pela literatura.
A ligação com Formiga permanece como uma dimensão importante de sua identidade. Embora sua missão sacerdotal e sua trajetória acadêmica tenham proporcionado experiências em diferentes cidades, sua origem formiguense continua fazendo parte de sua história. Para a cidade, os novos lançamentos representam também a oportunidade de conhecer e acompanhar a produção de um filho de Formiga que desenvolve sua missão sacerdotal e intelectual em diferentes espaços.
Com seus novos livros, o sacerdote formiguense reafirma sua dedicação à literatura como instrumento de formação, reflexão e evangelização. Especialmente em Deus, por que o câncer?, Pe. Rarden apresenta uma mensagem dirigida a todos aqueles que enfrentam os momentos mais difíceis da existência: mesmo quando as respostas parecem distantes, a fé pode abrir caminhos para reconhecer a presença de Deus, cultivar a esperança e descobrir que ninguém precisa atravessar sozinho a experiência do sofrimento.
Adquira os livros:
- Deus, por que o câncer?:
https://go.hotmart.com/R107831075Y?dp=1
- Edith Stein:
https://go.hotmart.com/R107625445B?dp=1
Fonte: Tribunaformiguense





