Depois dos 60, empreender virou plano A

Entre a necessidade de renda e o desejo de continuar produtivo, empreendedores 60+ reinventam trajetórias profissionais Depois dos 60, empreender deixou de ser exceção e se tornou alternativa para permanência no mercado de trabalho, seja por necessidade, oportunidade, autonomia ou pelo desejo de continuar ativo. No Brasil, já são 4,5 milhões de negócios geridos por pessoas com mais de 60 anos, o equivalente a quase 15% dos mais de 30 milhões de negócios registrados no país. Em Minas Gerais, o movimento também chama a atenção. Dos 3,1 milhões de negócios registrados no estado, 510,5 mil são comandados por empreendedores 60+. Desde 2012, início da série histórica, o número cresceu 65,4% em Minas e 58,5% no Brasil. Os dados são do Sebrae, em levantamento realizado no primeiro trimestre de 2026. Para muitos desses empreendedores, o negócio já se tornou uma atividade consolidada: em Minas, 88% deles estão à frente do empreendimento há pelo menos dois anos. Experiência que vira negócio O crescimento desse público, no entanto, não significa que exista um único perfil de empreendedor sênior. Pelo contrário. Para o consultor do Sebrae Minas Érico Marques, há quem chegue ao empreendedorismo depois de encerrar a carreira, quem transforme uma habilidade ou hobby em fonte de renda, quem realize um sonho antigo e também quem empreenda por necessidade. “Não existe um único empreendedor sênior. Existem diferentes histórias que levam essas pessoas a empreender”, explica. Em alguns casos, necessidade e escolha acabam se misturando. A dificuldade de encontrar uma nova colocação depois dos 60 pode fazer do empreendedorismo uma alternativa de geração ou complementação de renda. Mas, segundo o Sebrae, isso não significa que a atividade permanecerá como uma solução de emergência. “Começar por necessidade não significa continuar empreendendo apenas por esse motivo”, pontua Erico. Para ele, a experiência acumulada ao longo da vida pode se transformar em vantagem competitiva para quem decide abrir um negócio. “A trajetória reunida depois dos 60 pode ser um grande benefício competitivo, desde que venha acompanhada de planejamento, adaptação e conhecimento de mercado”, observa. Há três anos, Carmelita Nolasco, de 63 anos, sobrevive exclusivamente da renda da confeitaria. Crédito: Arquivo Pessoal É justamente essa combinação entre trajetória profissional e uma nova atividade que aparece nas histórias de quem decidiu empreender depois dos 60. Há três anos, Carmelita Nolasco, de 63 anos, vive exclusivamente da renda como confeiteira. Apesar de estar na informalidade, já que não tem empresa registrada, Lilita, como é carinhosamente conhecida pelos clientes, enxerga no empreendedorismo uma forma de aumentar a renda e, atualmente, produz até 50 bolos confeitados por mês. “Amo o que faço e faço com carinho, esse é o segredo”, confidencia. Antes de entrar no empreendedorismo, ela trabalhou de carteira assinada como secretária odontológica, doméstica e babá. Por hobby, fazia bolos nos momentos vagos. Entretanto, após o incentivo da tia do marido, começou a vender a iguaria. “Comecei há 42 anos, mas nos últimos três anos o ofício virou minha fonte de renda. 100% dos meus ganhos vêm da confeitaria. E eu adoro ser empreendedora, nasci para isso”, confidencia. Além de trabalhar com o que gosta e por conta própria, o que a permite ter flexibilidade nos horários, Lilita garante que fatura mais como empreendedora do que quando era empregada. “A renda está maior, trabalho feliz”, garante. Dentista por formação e sócia de uma clínica odontológica, Celeste Vieira, de 70 anos, migrou para o empreendedorismo de forma despretensiosa. Ela sempre amou fazer tapioca e desenvolveu uma receita especial que a permitia deixar a iguaria congelada para o filho. Devido ao sabor e à praticidade, a receita chamou atenção dos parentes e Celeste foi incentivada a vender o produto. “Não pensava em empreender, e hoje faço por prazer”, confessa. O negócio deu tão certo que, agora, a Tapioca de Minas, empresa de Celeste, fornece o alimento para várias lanchonetes. Aposentada desde 2010, Celeste acumula as duas rendas. Com o dinheiro do empreendedorismo, conseguiu realizar um sonho antigo. Com o lucro, construiu três caixas de captação de chuva para famílias do Piauí, sendo que uma delas é formada por sete pessoas. “Empreendo por prazer e para ajudar outras pessoas. Tenho pressa, e queria deixar esse legado”, declarou. E Celeste não pensa em parar tão cedo. “Enquanto tiver condições, quero continuar. Depois da aposentadoria surgiu o lado social. Depois que comecei a empreender, senti a necessidade de ajudar o sertão nordestino. Tenho o privilégio de escolher, e escolho seguir empreendendo”, diz. A experiência acumulada ao longo da vida pode ser uma vantagem para quem empreende depois dos 60, mas não elimina os desafios de administrar um negócio. Segundo o Sebrae, acompanhar as transformações tecnológicas, separar as finanças pessoais das empresariais e entender que experiência profissional não é sinônimo de experiência em gestão estão entre os principais obstáculos desse público. Nem sempre é oportunidade Apesar do crescimento de negócios geridos por pessoas 60+, o empreendedorismo na maturidade não deve ser confundido sempre com escolha. Para a pesquisadora Janaína Feijó, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), parte dos trabalhadores 60+ que atuam por conta própria está na informalidade. “Muitas vezes as pessoas estão trabalhando como vendedoras, como trabalhadores de serviços ou em alguma atividade relacionada ao comércio”, explica. A informalidade, segundo ela, deixa o trabalhador exposto às variações do mercado. “A gente sabe que a informalidade é muito prejudicial à estabilidade do empregado, do trabalhador, porque ela é suscetível às oscilações da economia. Quando a economia vai mal, os primeiros empregos cortados são aqueles mais informais”, diz. Esse cenário coloca uma ressalva nesse crescimento: nem todo negócio nasce de uma oportunidade de mercado, e nem todo empreendedorismo significa autonomia financeira. Para a economista Lúcia Garcia, especialista em questões do trabalho do Dieese, porém, o dado isolado não permite afirmar uma tendência. “Para empreender não é necessário só desejo, mas também capital organizado. Plano de negócio, capacidade de inserção institucional, fatores que não estão presentes na vida da maioria dos aposentados no Brasil, e nós precisamos estudar melhor essa situação. Não me parece que seja uma tendência.
Uma “pilantra” nos gabinetes do governo Lula

Ao tentar se distanciar das investigações sobre o filho, o presidente acabou reforçando as suspeitas que rondam Lulinha e seus amigos Lula externou mais uma vez seu ressentimento com a Operação Lava Jato ao tentar se distanciar das suspeitas que rondam seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e danificam sua candidatura à reeleição. As anulações de suas condenações não apagaram os desvios descobertos, e nem o rancor do petista, que acabou o traindo ao falar sobre a lobista Roberta Luchsinger. Questionado sobre as investigações sobre tráfico de influência durante a sabatina do Jornal Nacional, o presidente se referiu à amiga de seu filho, que se disse sócia de Lulinha em ao menos uma mensagem descoberta pela Polícia Federal, como “pilantra” e “malandra”, e negou a conhecer. O problema é que Luchsinger ostenta em seu perfil no Instagram uma série de fotos com o próprio Lula em momentos diferentes, inclusive na época da pandemia, e não apenas com ele. Haja gabinete O Antagonista levantou uma série de registros publicados pela própria lobista com lulistas como Wellington Dias, hoje ex-ministro do Desenvolvimento Social, que ela chegou a acompanhar em uma entrevista ao programa Roda Viva durante o governo de transição, em novembro de 2022. Ela também esteve mais de uma vez com Alexandre Padilha, ministro da Saúde, que aparece em registros bem animados, e com as ex-ministras Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, e Nísia Trindade, da Saúde — ambas são candidatas nas eleições deste ano. Também aparecem no álbum de fotos da amiga de Lulinha o vice-presidente Geraldo Alckmin e vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2001, ela registra um “dia de agendas com Haddad”, o ex-ministro da Fazenda de Lula e candidato ao governo de São Paulo neste ano. “Hoje, ao lado do meu amigo Professor Naldo, acompanhei o companheiro Fernando Haddad em atividades nas cidades de Carapicuíba e Osasco, que fazem parte das agendas ‘Haddad Por São Paulo’. Bora percorrer o estado e ouvir a população”, registrou ela. Só falta mesmo uma foto com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, de quem ela teria pagado despesas, segundo as investigações. Prejuízo Os lulistas atuam para minimizar o caso de Lulinha, mas o presidente parece ter marcado um gol contra ao tratar uma apoiadora tão próxima de seu grupo — e também não faltam fotos de Luchsinger fazendo o “L” — como uma “pilantra”. Seu filho seria o quê, então? O Lulômetro, tracking diário de popularidade de Lula, chegou a apenas 27% de ótimo e bom na sexta-feira, 28, seguindo a tendência de queda vista ao longo de todo o mês de agosto. As campanhas presidenciais no rádio e na TV começaram neste sábado, 29, com troca de ataques entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Soar menos pior do que os adversários parece a única alternativa para Lula conseguir se reeleger. Os “pilantras” devem estar torcendo muito. Fonte: O Antagonista
Flávio diz que convidou Cláudio Lottenberg para ser ministro da Saúde.

Presidente do conselho do Einstein aceitou convite, segundo candidato do PL durante sabatina no Jornal Nacional O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (28/8), durante sabatina no Jornal Nacional, que convidou o médico Cláudio Lottenberg para assumir o Ministério da Saúde em um eventual governo. Segundo o senador, o convite foi aceito. “Eu quero agradecer ao doutor Cláudio Lottenberg por aceitar esse convite para ser o meu ministro da Saúde. Eu acho que é uma pasta importante, que a população leva muito em consideração, porque quem precisa do SUS tem que enfrentar muitas dificuldades”, afirmou Flávio. A declaração antecipa um dos primeiros nomes de uma eventual equipe ministerial de Flávio. Lottenberg tem atuação histórica tanto na medicina quanto na gestão hospitalar. Atualmente, preside o Conselho Deliberativo do Einstein Hospital Israelita e é presidente institucional do Instituto Coalizão Saúde, entidade que reúne organizações e empresas do setor. A Saúde está entre as pastas com maior orçamento da Esplanada e é responsável pela coordenação nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), além de políticas de vacinação, atenção básica, assistência hospitalar, medicamentos e vigilância sanitária. Após o anúncio no JN, Lottenberg agradeceu o convite. “Assumo esta missão sem espírito de disputa, com a convicção de que a saúde de um povo não pertence a um governo nem a um campo político, e sim às pessoas, sobretudo às que mais dependem dela. Meu compromisso é com um sistema mais humano, mais eficiente e mais próximo de quem precisa, e pretendo trabalhar com todos os que queiram somar. É a isso que me dediquei a vida inteira, e é para isso que estou pronto”, diz nota. Quem é Cláudio Lottenberg Cláudio Luiz Lottenberg é médico oftalmologista, formado pela Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Também fez mestrado e doutorado em Oftalmologia pela instituição e aperfeiçoamento em urgências oftalmológicas no Manhattan Eye, Ear and Throat Hospital, nos Estados Unidos. No Einstein, Lottenberg ocupa atualmente a presidência do Conselho Deliberativo. O mandato da atual composição vai de dezembro de 2022 a dezembro de 2028. Lottenberg também preside institucionalmente o Instituto Coalizão Saúde, voltado ao debate de políticas e soluções para o setor, e comanda o Lide Saúde. Fonte: Metrópoles
Oficina do Ser: Luciane Saporetti mobiliza arrecadação de 200 quilos de feijão para ação social

Por: oesteinfoco Foto : Assessoria A psicóloga Luciane Saporetti, idealizadora da Oficina do Ser, promoveu no dia 25 de agosto uma ação solidária que uniu desenvolvimento pessoal e responsabilidade social. Durante o encontro, foram arrecadados aproximadamente 200 quilos de feijão, posteriormente destinados ao Centro Espírita Amigos de Jesus. A iniciativa reforça o papel social da psicologia, que transcende o espaço do consultório e se materializa em gestos concretos de empatia e cidadania. A contribuição é estratégica para a instituição beneficiada, que realiza a distribuição de alimentos todos os domingos para centenas de famílias em situação de vulnerabilidade. Nesse contexto, a doação não representa apenas um alívio imediato, mas sustenta a continuidade de um projeto assistencial que depende diretamente da mobilização da comunidade. A parceria entre a Oficina do Ser e o Centro Espírita Amigos de Jesus exemplifica como iniciativas locais podem gerar resultados significativos. A Oficina do Ser, sob a condução de Luciane Saporetti, já é reconhecida por abordar temas como inteligência emocional, resiliência e propósito de vida. Ao incorporar a solidariedade como parte integrante do processo, a psicóloga evidencia que o equilíbrio interno se fortalece quando direcionamos nossa atenção às necessidades coletivas. Essa abordagem integrada amplia o impacto do encontro, que deixa de ser apenas um espaço de reflexão individual para se tornar um vetor de transformação social. Cada quilo de feijão arrecadado representa o esforço conjunto de participantes que optaram por converter aprendizado em ação. O gesto, embora simples em sua natureza, carrega um simbolismo profundo: a compreensão de que o bem-estar pessoal está intrinsecamente ligado ao bem-estar do outro. A ação consolida a Oficina do Ser como um espaço de crescimento que não negligencia a responsabilidade social. A doação não apenas fortalece o projeto assistencial da instituição, mas também inspira outras iniciativas a seguirem o mesmo caminho. Que exemplos como este se multipliquem, pois é na união entre desenvolvimento pessoal e compromisso comunitário que construímos uma sociedade mais justa e acolhedora.
Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira

Fonte: Agência Brasil Iniciativa atende consumidores com renda de até cinco salários mínimos Prorrogado no início de agosto, o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias, termina na próxima segunda-feira (31). A iniciativa permite que pessoas físicas com débitos em atraso tenham acesso a descontos e condições de pagamento diferenciadas para regularizar a situação financeira. O programa atende consumidores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105, e tenham dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos. O prazo, que terminaria em 2 de agosto, foi prorrogado até o fim deste mês. Não há previsão de uma nova extensão. A modalidade voltada às famílias renegociou, até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,33 bilhões e, após os acordos, foram reduzidos para aproximadamente R$ 5,27 bilhões. Quem pode participar A modalidade Desenrola Famílias é destinada a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além do critério de renda, a dívida precisa atender às regras do programa. Podem ser incluídos débitos: A própria instituição financeira verifica se o consumidor e a dívida atendem aos critérios, utilizando informações disponíveis em seus sistemas e no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central. Quais dívidas entram O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas. Entre as operações que podem ser renegociadas estão: A inclusão do débito, porém, depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação. Desconto O percentual de desconto varia conforme o tipo de crédito e o período de atraso. Para dívidas do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial, os abatimentos podem chegar a 90%. Tempo de atraso Cartão rotativo e cheque especial (desconto) Crédito direto ao consumidor e parcelamento do cartão (desconto) 91 a 120 dias 40% 30% 121 a 150 dias 45% 35% 151 a 180 dias 50% 40% 181 a 240 dias 55% 45% 241 a 300 dias 70% 60% 301 a 360 dias 85% 75% 1 a 2 anos 90% 80% Fonte: Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte O desconto é aplicado sobre a dívida conforme as regras da operação. Dessa forma, nem todos os consumidores terão direito ao abatimento de 90%. Condições Quando a renegociação é feita por meio de uma nova operação de crédito, o programa estabelece condições específicas: Na prática, o novo crédito substitui os débitos elegíveis por uma operação com condições definidas dentro dos limites do programa. Como fazer Não existe uma plataforma única do governo para formalizar a renegociação. O consumidor deve procurar diretamente a instituição financeira onde a dívida está registrada. O atendimento pode ser feito, conforme os canais disponibilizados por cada banco, pelo aplicativo, internet banking, site, telefone, WhatsApp ou agência física. Durante a negociação, a instituição informa se o débito é elegível e apresenta as condições disponíveis. Entre as instituições que participam da iniciativa estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Nubank. Nome sai do cadastro A retirada da dívida dos cadastros de inadimplentes não ocorre simplesmente com a assinatura do acordo. Nas renegociações realizadas por meio da nova operação de crédito, a instituição financeira deve providenciar a retirada da dívida após o pagamento da primeira parcela. O consumidor, portanto, precisa cumprir as condições previstas no contrato para manter a regularização. FGTS pode ser usado Uma das possibilidades previstas no programa é usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar a dívida renegociada. Podem ser usados recursos de contas ativas e inativas, com prioridade para as contas inativas. O trabalhador pode utilizar o valor que for maior entre: A utilização depende da contratação da operação e da autorização do trabalhador, além dos procedimentos com a instituição financeira. Para autorizar o uso do saldo, o trabalhador deve acessar o aplicativo FGTS, consultar o valor disponível e permitir o compartilhamento da quantia com o banco responsável pela dívida. Depois da autorização, os bancos têm prazo de até 30 dias para formalizar o contrato com a Caixa Econômica Federal, que fará a transferência do valor diretamente à instituição financeira. Banco é obrigado a renegociar? Não. A participação das instituições financeiras é voluntária. Mesmo quem atende aos critérios de renda e tem uma dívida que se enquadra nas regras só poderá renegociá-la pelo programa se o banco ou financeira responsável tiver aderido à iniciativa e oferecer a operação. E quem está em dia? O Novo Desenrola também possui uma modalidade diferente para consumidores que não estão inadimplentes. O Desenrola Adimplente é destinado a pessoas que mantêm os pagamentos em dia, mas desejam reduzir o custo de empréstimos já contratados. A proposta é substituir operações mais caras por um novo crédito com condições mais favoráveis antes que o consumidor entre em atraso. O programa também contempla regras específicas para outros públicos, como estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), produtores rurais e micro e pequenas empresas. Formalização O prazo de 31 de agosto vale para a formalização do acordo, não para a entrada do pedido. Como a instituição financeira precisa verificar a elegibilidade da dívida e apresentar as condições da operação, a recomendação é iniciar o atendimento antes do último dia do prazo. O consumidor também deve comparar as condições oferecidas, conferir o valor total a ser pago, a taxa de juros, o número de parcelas e as consequências de eventual novo atraso antes de concluir a renegociação.
Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro

Fonte: Agência Brasil É o quinto mês consecutivo com adicional na conta de luz A bandeira tarifária permanecerá amarela em setembro, informou nesta sexta-feira (28) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Será mantido o acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. É o quinto mês consecutivo com a bandeira amarela. Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira se deve ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor, devido ao menor nível dos reservatórios, e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado. “A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”, disse a Aneel. A agência reguladora ressaltou a necessidade do uso consciente da energia elétrica. “Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz”, recomenda. Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. Os valores cobrados são os seguintes:
HÁBITOS: SEU CÉREBRO NÃO CONTA DIAS, ELE APRENDE COM REPETIÇÕES

Por: Gilmara Melo | Mentora Estratégica | Gerontóloga Você já ouviu que são necessários 21 dias para criar um novo hábito? Essa ideia se tornou tão popular que parece uma regra. Mas a ciência mostra algo diferente: não existe um número mágico de dias para transformar um comportamento em hábito. Um estudo conduzido por Phillippa Lally e colaboradores acompanhou pessoas durante 12 semanas para observar como novos comportamentos se tornavam automáticos. O tempo variou bastante entre os participantes. A média encontrada foi de aproximadamente 66 dias, mas isso não significa que todo hábito precise de 66 dias. O tempo depende do comportamento, da pessoa, da rotina e da frequência com que ele é repetido. Então, por que o cérebro precisa de repetição? Porque hábitos são construídos por aprendizagem. Quando realizamos uma ação pela primeira vez, precisamos prestar atenção, pensar nos passos e tomar uma decisão. Com a repetição, especialmente quando o comportamento acontece em um contexto semelhante, o cérebro começa a reconhecer aquele padrão e a torná-lo progressivamente mais automático. É uma forma de eficiência. O cérebro aprende a economizar esforço mental em comportamentos que se tornam familiares. E isso vale tanto para hábitos que queremos construir quanto para aqueles que gostaríamos de abandonar. Pense nas pequenas coisas que você repete diariamente: adiar uma tarefa, pegar o celular diante de qualquer distração, deixar decisões para depois ou, ao contrário, organizar suas prioridades, reservar um tempo para estudar ou começar o dia planejando. O que você repete, você ensina ao seu cérebro. Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja: “Quantos dias preciso para criar um hábito?” Mas: “O que estou ensinando ao meu cérebro todos os dias?” Mudar um comportamento não depende apenas de força de vontade. Depende de consciência, estratégia, ambiente e consistência. E se um dia você falhar, isso não significa que perdeu todo o progresso. Retomar também faz parte do processo. Não precisamos buscar a perfeição. Precisamos construir repetição suficiente para que o novo comportamento encontre espaço na nossa rotina. Porque uma mudança sustentável não acontece de uma vez. Ela acontece uma escolha, uma repetição e um dia de cada vez. Antes de mudar um hábito, observe seus padrões. Talvez a transformação comece justamente quando você deixa de agir no automático e passa a escolher, com mais clareza, aquilo que deseja repetir. Seu cérebro não conta dias. Ele aprende com repetições. E a pergunta permanece: O que você está ensinando ao seu cérebro hoje?
Veja a cobertura completa : Oficina do Ser Celebra 15 Anos com Evento de Sucesso

Fotos e texto oesteinfoco Na última quinta-feira, 25 de agosto, a Oficina do Ser celebrou seu 15º aniversário em um evento que obteve êxito absoluto. Conduzida pela psicóloga Luciane Saporetti, responsável por uma palestra inspiradora, a ocasião reuniu participantes e comunidade em um momento de confraternização e reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de mais de uma década. O êxito da celebração não é um fato isolado, mas o reflexo de uma trajetória consistente. A iniciativa consolidou-se como um pilar comunitário, demonstrando que projetos sociais, quando bem estruturados, geram impactos profundos e duradouros. A presença expressiva do público evidenciou a confiança depositada na instituição. Ao completar 15 anos, a Oficina do Ser renova sua missão de transformar vidas. A atuação da psicóloga Luciane Saporetti tem sido fundamental, unindo acolhimento e profissionalismo para promover o desenvolvimento emocional dos participantes. Esse modelo comprova que uma sociedade mais saudável passa por iniciativas como esta. A celebração serviu como lembrete do valor do trabalho contínuo. A Oficina do Ser segue firme em seu propósito, reafirmando seu compromisso com a comunidade e pavimentando um futuro promissor. CLICK NAS FOTOS PARA ABRIR
O ponto que interessa: Lula sabia das atividades de Lulinha em Brasília?

Lula afirma que nunca soube das atividades de Lulinha em Brasília, mas a lobista Roberta Luchsinger teria lhe dito que era sócia do filho O jornalista André Shalders, colega de Metrópoles, publicou uma reportagem sobre mais um efeito do magnetismo animal de Lulinha. É sempre impressionante: bastava conhecer o rapaz, ainda que por interposta pessoa, a lobista Roberta Luchsinger, e uma empresa inexpressiva passava a gozar da razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria junto ao governo do seu pai, multiplicando grandes contratos regados a dinheiro público. Na história levantada pelo jornalista, a empresa dedica-se a design e a coreografia. Faz pensar que pertence, sei lá, a uma sílfide esvoaçante, mas não. O seu dono é o senhor Marcelo Checon. Até Lula iniciar o seu terceiro mandato como presidente da República, a empresa MChecon tinha um único contrato com o governo federal, no valor de R$ 197 mil, assinado em 2022, durante a gestão de Jair Bolsonaro. O talento para o design e para a coregrafia de Marcelo Checon só foi devidamente reconhecido depois que o pai de Lulinha voltou ao Palácio do Planalto. De lá para cá, a empresa desse senhor fechou 13 contratos governamentais que totalizam R$ 63,4 milhões. Para quê? “Entre outros trabalhos, a empresa produziu a Casa Brasil em Belém, durante a COP30, no fim do ano passado, e a Casa Brasil em Paris, durante os Jogos Olímpicos de 2024”, relata André Shalders. Na vida real, segundo o jornalista, os R$ 63,4 milhões fechados no papel renderam R$ 84,2 milhões em pagamentos à MChecon Design e Coreografia. O nome de Marcelo Checon veio à tona porque Roberta Luchsinger afirmou, em mensagem obtida pela PF, ter dito a Lulinha que a despesa mensal de R$ 100 mil com a casa alugada para ele em Brasília a impedia de continuar lhe proporcionando passagens aéreas internacionais. O filho do presidente da República teria respondido, de acordo com a lobista, que iria “ficar pedindo pro Cleber (Ribas) e pro Checon”. O primeiro é outro empresário alcançado pelo magnetismo animal de Lulinha. Naquele design e coreografia habituais, Lula afirma nunca ter tido conhecimento das intensas atividades de Lulinha e de Roberta Luchsinger em Brasília, mas fato é que o seu então chefe de gabinete, Marcola, funcionário de extrema confiança do chefão petista, recebia dinheiro da sócia do filho do presidente para abrir portas no governo federal. Mais: em 2024, a própria lobista afirmou a um interlocutor, em outra mensagem de WhatsApp obtida pela PF, que recusou um convite de Lula para integrar o governo, deixando claro que preferia continuar na sociedade com Lulinha e o indefectível Fernando Bittar. “Sabe, fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar. Eu disse: onde eu tô. Na minha sociedade com Fábio (Lulinha) e Fernando (Bittar)”, escreveu literalmente Roberta Luchsinger. Repita-se: é preciso investigar se Lula sabia mesmo da sociedade oculta de Lulinha e do suposto tráfico de influência feito pelo rapaz— esse é o nome que se dá a magnetismo animal no Código Penal. Tudo o mais é secundário. Fonte: Metrópoles
Prefeitura de Formiga divulga relação final de inscritos e local da prova do Processo Seletivo nº 007/2026

Fonte: Prefeitura de Formiga A Prefeitura de Formiga, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento, Administração e Gestão e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano, divulga a relação final de inscritos e o local de realização da prova do Processo Seletivo Simplificado nº 007/2026, destinado ao cargo de Psicólogo Social. A prova será realizada no dia 2 de setembro de 2026, às 19h, na Escola Municipal Lídia Braga, situada à Praça Daniel Nascimento Lindo, nº 30, Bairro Rosário, Formiga-MG. Os candidatos devem comparecer ao local com antecedência e acompanhar as publicações oficiais para obter todas as informações referentes à realização da prova. Confira a Relação completa de inscritos: inscritos para publicar (1).pdf